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O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, assinou nesta quarta-feira (4) resolução que estabelece um grupo de trabalho intersetorial para discutir a reestruturação do Protocolo Estadual de Brucelose Humana. O protocolo vigente no Estado foi editado há pouco mais de dois anos. “Esta nova revisão surgiu da necessidade da intensificação das ações de controle da brucelose humana no Paraná, já que o número de casos da doença vem aumentando consideravelmente nos últimos anos”, explicou Caputo Neto. SURTO – Desde junho de 2014, 58 casos de brucelose humana foram registrados no Estado. Em média, cerca de 90% dos casos estão relacionados a acidentes de trabalho com material biológico, sobretudo por conta do manejo inadequado de animais contaminados ou ainda por acidentes vacinais. Em 2013, por exemplo, um surto de brucelose humana foi identificado no município de Paiçandu, no Norte do Estado. Ao todo, 33 funcionários de um frigorífico da cidade foram infectados e até hoje estão sendo tratados e acompanhados pelos serviços de saúde da região. CARNE E LEITE – A Brucelose Humana é transmitida por uma bactéria que pode ser encontrada em carne crua, leite não pasteurizado e outros derivados, como o queijo. A infecção também ocorre através do contato com o sangue, a urina e outras secreções de um animal infectado. De acordo com a coordenadora do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, por conta dessas características de transmissão, o risco de infecção é maior em frigoríficos, açougues e outros estabelecimentos que fazem parte do ciclo de processamento da carne. “Nossa orientação é que os profissionais de saúde fiquem atentos aos sintomas e lembrem sempre de verificar o histórico funcional dos pacientes. Isso pode facilitar o diagnóstico precoce da brucelose”, destacou. SINTOMAS – Entre os principais sintomas da doença estão: febre, cansaço e fadiga anormal, mal-estar, dor de cabeça, excesso de suor, calafrios, dor nas articulações, estado depressivo e perda de peso. Em alguns casos o paciente pode ter ainda complicações no fígado, no baço, nos ossos e no sistema nervoso. TRATAMENTO – Caso a pessoa apresente alguns desses sintomas, ela deve ser encaminhada imediatamente a uma unidade de saúde. O ideal é que o profissional de saúde seja informado sobre a ocupação do paciente e se ele ingeriu recentemente algum alimento cru. “Como são sintomas comuns em diversas doenças, é importante que a pessoa dê o máximo de informações para que o médico faça um diagnóstico preciso ou suspeite de alguma outra patologia”, explica a chefe da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria da Saúde, Tânia Portella. O tratamento consiste na administração de antibióticos por um período de seis semanas. Apesar disso, o paciente continua sendo acompanhado ao longo de dois anos para avaliar se há condições de determinar a cura da doença. MUDANÇAS – O grupo de trabalho constituído nesta quarta terá o prazo de 90 dias para apresentar propostas de alteração no protocolo. A primeira reunião deve ser realizada ainda em fevereiro. A coordenação dos trabalhos ficará a cargo da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. A comissão conta com representantes de diversas áreas da saúde, incluindo todos os departamentos da Superintendência de Vigilância em Saúde, o Laboratório Central do Estado, o Centro de Medicamentos do Paraná e a Comissão Estadual de Infectologia.

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