CPT - Centro de Produções Técnicas

Um vídeo flagrou o momento em mostram a adulteração no leite produzido em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Em um dos flagrantes, um funcionário do laticínio usa uma mangueira para adicionar água ao leite e ainda lava as mãos sobre o tanque. As imagens foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Em operação realizada na terça-feira (19), O Gaeco prendeu 20 pessoas e cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nos dois estados. As empresas investigadas, Lajeado Grande e Mondaí, comercializavam cerca de 50 mil litros de leite por dia. O produto era vendido para grandes indústrias no Paraná e São Paulo. A suspeita era de que o líquido era adulterado com formol e soda cáustica. O resultado da mistura impressionou até os fiscais do Serviço de Inspeção Federal. De acordo com as investigações, mesmo quando as indústrias de fora não aceitavam o leite, o produto não era descartado. Retornava para o laticínio e era usado na fabricação de outros alimentos. "O leite que foi identificado viajava até 26 horas de Santa Catarina ou do Rio Grande do sul para São Paulo, por exemplo. Nenhum leite consegue chegar nessa distância, com esse tempo, sem que tenha recebido algum aditivo", disse o promotor Eduardo Sens dos Santos. Segundo reportagem da RBS TV, para não levantar suspeita, o laticínio Lajeado Grande usava uma empresa de fachada em Chapecó para comprar os produtos químicos. Ainda conforme as informações, a companhia fechou as portas há dois anos, mas o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa permanece ativo e foi usado para comprar 1,5 mil quilos de soda cáustica e oito toneladas de água oxigenada nos últimos 12 meses. As investigações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) começaram há cerca de cinco meses e abrangeram empresas de laticínios, unidades resfriadoras e transportadoras de leite. "Adulteração de leite com produto químico é proibida, é grave, é crime. E pode causar, sim, prejuízo à saúde", afirmou o engenheiro químico Gerônimo Friedrich. O G1 tentou contato com as duas empresas até as 17h desta quarta (20), mas as ligações não foram atendidas. <b>Prisões e mandados de busca e apreensão</b> Foram presos 14 homens e seis mulheres, além de 11 mandados de busca e apreensão cumpridos, nas unidades industriais, residências e propriedades rurais de sete cidades do Oeste catarinense e Noroeste gaúcho. Para atuar nas operações, foram mobilizados cerca de 60 agentes do Gaeco, uma força-tarefa entre MPSC, polícias Civil e Militar e auditores da Secretaria da Fazenda. Na terça (19), quatro lotes (54, 59, 67 e 71) da marca adulterada foram retirados de circulação, mas não foi informado em quais cidades eram vendidos, nem em quais estabelecimentos comerciais. As operações receberam os nomes de ‘Leite Adulterado I’ e ‘Leite Adulterado II’, relacionados a cada empresa investigada, cujas unidades estão nos municípios de Lajeado Grande, Ponte Serrada e Mondaí, em Santa Catarina, e Vista Alegre, no Rio Grande do Sul. <b>Retirada do mercado</b> No dia 12 de agosto, a Vigilância Sanitária de Santa Catarina determinou a retirada do mercado do leite UHT integral da marca Lajeado Grande fabricado em 7 de junho de 2014 devido à confirmação da presença do formol no alimento. O produto tem validade até 5 de outubro de 2014, lote número H:16:03 L59, sob inspeção do SIF/DIPOA número 0038/1501. <a href=http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/08/video-flagra-funcionarios-de-empresa-adulterando-leite-em-sc-e-rs.html target=_blank>Clique aqui para assistir o vídeo</a>

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