CPT - Centro de Produções Técnicas

Fundada há 90 anos por imigrantes holandeses, a tradicional cooperativa paranaense Batavo sacramentou no último sábado a mais nova etapa de sua história, deixando para trás o nome com o qual ficou conhecida nacionalmente. Quase 15 anos após vender à Perdigão o laticínio e o abatedouro de suínos que compartilhava com outras cooperativas parceiras, a agora rebatizada Frísia Cooperativa Agroindustrial inaugurou ontem uma granja de suínos para a sustentar a estratégia de crescimento para os próximos anos, verticalizando suas operações. De acordo com o presidente da Frísia, Renato Greidanus, a mudança de nome foi necessária porque havia muita confusão com a marca Batavo, que hoje pertence à francesa Lactalis e que antes havia passado pelas mãos de Perdigão e BRF. Agora, a cooperativa quer se ver livre das "dores de cabeça" dessa "confusão" ­ que no passado já a fez receber processos judiciais que, na verdade, estavam relacionados à marca Batavo ­ e focar sua atenção em industrialização. Outra frente de investimento da Frísia é a diversificação geográfica. Há 15 dias, a cooperativa iniciou a construção de uma armazém de grãos em Tocantins. Atualmente, a produção de grãos ­ com uma área plantada de 145 mil hectares na safra de verão ­ tem o maior peso na receita da cooperativa, mas isso mudará no futuro. Em 2015, a Frísia faturou R$ 1,760 bilhão, dos quais 45% em agricultura, e 30% com lácteos. A expectativa é faturar R$ 1,850 bilhão neste ano. O negócio de suínos ainda é pouco representativo para a Frísia ­ apenas R$ 35 milhões anuais ­, mas com os investimentos a área deve quadruplicar até 2020, impulsionada pela industrialização. Isso deve melhorar a rentabilidade dos cooperados, assegura Greidanus. Desde o início do ano, os cooperados da Frísia, sediados em Carambeí ­ centro­sul do Paraná ­ não vendem mais suínoContentercado

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