CPT - Centro de Produções Técnicas

Na atual conjuntura econômica, enquanto empresas lamentam o desempenho de 2014 e colocam o pé no freio em relação às expectativas e investimentos para 2015, a indústria de alimentos congelados Forno de Minas, com sede em Contagem (RMBH), só tem motivos para comemorar. que há dois anos consecutivos a empresa registra avanço nos negócios em cerca de 30% frente ao exercício anterior, feito que deverá se repetir em 2015, ano em que a principal fábrica de pães de queijo do país comemora 25 anos de sua fundação. Os investimentos também deverão crescer. De acordo com o presidente da Forno de Minas, Helder Mendonça, no ano passado foram aportados cerca de R$ 16 milhões na automação dos processos industriais, na capacitação dos funcionários e no lançamento de novos produtos. Neste ano, um montante da mesma ordem deverá ser aplicado em ações semelhantes. Além disso, R$ 30 milhões serão destinados à construção de uma nova fábrica, desta vez, voltada para a produção de queijos em parceria com a Itambé Alimentos S/A. "Os aportes serão feitos justamente para dar continuidade a este crescimento vertiginoso, que somente tem acontecido porque criamos as condições adequadas que nos permitem superar as adversidades conjunturais. Além disso, essa alavancagem dos últimos anos somente tem sido possível porque estamos em um processo de retomada de mercado desde que readquirimos a empresa em 2009", explica. Lançamentos ­ Em relação aos lançamentos que a empresa fará nos próximos meses, Mendonça destaca que serão na linha de pratos prontos congelados, área que a empresa vem investindo nos últimos anos. Para ele, trata­se de um mercado altamente promissor no país, já que a procura por comodidade e rapidez tem sido cada vez maior por parte das famílias modernas. "Criaremos mais dois ou três produtos neste ano. Serão snacks e pratos prontos. Acreditamos no potencial desses produtos e sabemos da necessidade de se oferecer uma maior gama de opções, já que hoje os clientes encontram de tudo nas gôndolas dos supermercados. Nosso diferencial, além da marca Forno de Minas, está na qualidade e na praticidade dos alimentos", diz. Atualmente, a marca conta com 90 produtos diferentes, dos quais 25 estão disponíveis para o varejo, enquanto o restante é direcionado à área de food service. Somente em relação ao pão de queijo, seu carro­chefe, a empresa detém 50% de market share em todo o país. Por isso, investiu recentemente na ampliação da capacidade produtiva de sua fábrica em Contagem. A linha de produção de pães de queijo dobrou e hoje são feitas 5 toneladas por dia. Considerando todos os itens, a produção chega a 11 toneladas por hora. Os funcionários chegam a 820, que trabalham em três turnos. Mas o empresário destaca que as mudanças não param por aí. A ideia, conforme ele, é dinamizar ainda mais a produção, por meio da redução da dependência do pão de queijo e ampliação da comercialização dos demais produtos. O aumento das exportações também está entre as metas. A empresa hoje envia cerca de 5% do que produz para sete países. "Ainda neste ano teremos mais pelo menos três, entre eles, Rússia e Japão", revela. Os demais são Estados Unidos, Portugal, Chile, Canadá, Inglaterra, Uruguai e Emirados Árabes. O crescimento almejado também diz respeito ao mercado interno. Isso porque hoje os principais destinos dos produtos da Forno de Minas no Brasil são os estados de São Paulo, com 35% da demanda, Rio de Janeiro, com 25%, e Minas Gerais com 15%. "Nosso mercado ainda é muito concentrado no Sudeste e ainda temos espaço para crescer no Sul e no Nordeste, principalmente com esses produtos novos", avalia. <b>Dez anos nas mãos de grupo estrangeiro</b> A Forno de Minas completa 25 anos em julho. Fundada em 1990, a empresa familiar foi pioneira na produção de pão de queijo congelado. Desde então criou várias categorias de itens, todos com as características tradicionais de produtos feitos em casa. Segundo o presidente da Forno de Minas, Helder Mendonça, durante nove anos a empresa cresceu bastante, tanto que em 1999 surgiu a oportunidade de vender a marca para uma gigante internacional: a multinacional Pillburry, que em seguida foi comprada pela General Mills. A empresa ficou sob o comando da estrangeira por dez anos e em 2009 a família recomprou o negócio. No ano seguinte, em 2010, a Forno de Minas vendeu 30% de seu capital ao Fundo de Private Equity Mercatto Alimentos. Com isso, a empresa se transformou em sociedade anônima (S/A) de capital fechado e em 2013, a Bozano Investimentos comprou a Mercatto e se tornou sócia dos mineiros. "Durante o tempo que a empresa ficou com eles os negócios não proliferaram. Acredito que por grandes alterações nas receitas e nos conceitos dos produtos. Por isso, desde que recompramos, tomamos o cuidado de manter o produto mais próximo de nós, mais próximo do original. Já vai completar cinco anos que renegociamos a marca e só temos registrado resultados bons", comemora o empresário.

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