CPT - Centro de Produções Técnicas

As fórmulas à base de proteína de soja são muito utilizadas em crianças asiáticas com intolerância à lactose. Em geral fórmulas à base de soja contêm proteínas purificadas, óleos vegetais e carboidratos que podem ser maltodextrina, amido de milho ou sacarose. Todas são isentas de lactose e algumas são fortificadas com ferro, cálcio e aminoácidos essenciais. A soja contém aproximadamente 40% de proteínas, 35% de carboidratos, 20% de lipídios e 5% de minerais. A proteína à base de soja tem valor biológico menor quando comparado à proteína do leite de vaca. As principais diferenças entre a proteína do leite de vaca e a proteína de soja são relacionadas à menor conversão de nitrogênio e conteúdo de aminoácidos. A proteína de soja contém quantidades maiores de aspartato, glicina, arginina e cisteína. Os aminoácidos que estão em menor quantidade nas fórmulas de proteína de soja são metionina, carnitina, lisina e prolina, sendo necessário enriquecer estes produtos. A moderna dietoterapia deve utilizar a diversidade de componentes e o fracionamento da alimentação como fator positivo no planejamento nutricional. Na atualidade existem no mercado inúmeros compostos comerciais que propiciam a diversidade de opções na montagem de cardápios interagindo de forma positiva nas principais refeições. Conclusões Fórmulas de leite de vaca devem ser a primeira opção de escolha na impossibilidade do aleitamento materno. Fórmulas à base de proteína de soja devem ser utilizadas em situações que não ocasionam desvantagens ao estado nutricional dos pacientes e podem representar uma alternativa clínica adequada e segura. As indicações para o uso de fórmulas à base de soja incluem: * intolerância à lactose severa, galactosemia e alergias à proteína do leite de vaca; * situações clínicas nas quais fórmulas à base de leite de vaca hidrolisado não são toleradas; * prevenção de doenças alérgicas quando já existe histórico de atopia familiar; A seleção da fórmula adequada e o conhecimento de novos produtos são essenciais para adequação nutricional do paciente intolerante à lactose. Sendo a orientação nutricional a base do tratamento para esta patologia. Com uma gama de produtos nutricionais incrementados à disposição dos profissionais de saúde, o planejamento dietoterápico tornou-se mais facilitado. No entanto todo trabalho de identificação e cálculo das necessidades nutricionais deve ser executado por profissional capacitado. Fonte: Batavo

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