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A cooperativa neozelandesa Fonterra, maior exportadora de leite do mundo, informou nesta quinta­feira que está reduzindo significativamente sua oferta de leite na plataforma Global Dairy Trade (GDT) pelos próximos 12 meses. A previsão dos volumes de oferta da cooperativa para esse período para a Nova Zelândia foi reduzida em 56.045 toneladas. Uma queda de 62.930 toneladas ocorrerá nos próximos três meses, e posteriormente 6.885 toneladas voltarão a ser ofertadas. A GDT é uma plataforma online de negócios de leite em pó integral e desnatado, queijo, manteiga e gordura anidra de leite. Kelvin Wickham, diretor global de ingredientes da Fonterra, disse que as mudanças são em resposta às condições de oferta e demanda do mercado mundial de leite. A cooperativa também vai mudar seu mix para reduzir os volumes de leite em pó integral em outros produtos de seu portfolio. “Em termos de mix, a Fonterra está agora vendendo aproximadamente 70% de sua produção total via outros canais que não o GDT. Como resultado, não esperamos um impacto material nos estoques”, afirmou Wickham. De uma perspectiva da oferta, a redução dos volumes ofertados pela Fonterra reflete a última previsão de produção para a próxima temporada, na qual a cooperativa espera atualmente que seus produtores reduzam a oferta de leite em ao menos 2%, acrescentou o diretor. Hoje a agência de classificação de risco Standard & Poor’s colocou os atuais ratings da Fonterra — de “A” para o longo prazo e “A­1” para o curto­prazo — em perspectiva negativa. “A colocação no CreditWatch reflete nossas preocupações sobre o potencial de fraqueza das principais métricas de financiamento da Fonterra dado seus altos níveis de endividamento em um ponto baixo no ciclo global de preços”, justificou Brenda Wardlaw, analista de crédito da S&P. Essa fraqueza é resultado do alto nível de endividamento contraído com uma grande aquisição ­ a participação na chinesa Beingmate ­ e um pico de despesas de capital, colocando pressão sobre as principais métricas financeiras, detalhou a analista. A agência ressalvou, porém, que vê “favoravelmente” a recente redução da estimativa de pagamento pelo leite dos produtores como uma “evidência da flexibilidade superior da Fonterra em sua principal matéria­prima” que pode “moderar a deterioração de suas principais métricas de crédito”. No último dia 7, a cooperativa anunciou que reduziu sua previsão de pagamento para seus associados de 5,25 dólares neozelandeses por quilo para 3,85 dólares neozelandeses por quilo.

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