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A greve dos fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura está suspensa desde a noite da última sexta­feira. Sob pressão de deputados da bancada ruralista do Congresso Nacional, o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) decidiu recuar depois que o Ministério do Planejamento acatou dois pleitos da categoria: a mudança da carreira de fiscal para auditor agropecuário e o reajuste salarial de 10,8% divididos em dois anos. A paralisação durou 16 dias. Mesmo assim, apesar de os profissionais da área terem voltado ao trabalho nesta segunda­feira, o vice­presidente do Anffa, Marcos Lessa, disse ao Valor que o sindicato ainda aguarda o Ministério da Agricultura garantir outros pleitos: regulamentação de um adicional para atuação em fronteiras, a ocupação dos cargos de gestão do ministério por critérios de meritocracia e a contratação de fiscais aprovados no último concurso público, mas que ainda não foram nomeados. “Estamos negociando ainda com a secretária­executiva do ministério, Mila Jaber, esses pontos pendentes e em conversas com os deputados. Neste momento não há mais nenhum fiscal de greve, mas as paralisações podem ser retomadas a qualquer momento dependendo da resposta do ministério”, afirmou o dirigente sindical. Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Marcos Montes (PSD­MG), os pontos de maior estresse da negociação já foram acatados pelo Planejamento, que concordou em reajustar o salário da categoria. “A greve acabou, só falta os dois ministérios cumprirem o acordo feito com os fiscais”, lembrou Montes.

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