CPT - Centro de Produções Técnicas

Na Zona da Mata de Minas Gerais, com os pastos secos, os produtores de leite tiveram que dobrar os gastos com a alimentação do rebanho. As vacas estão magras e falta leite até para amamentar os bezerros. Em Laranjal, a produção de leite caiu 25% nos últimos meses. Nivaldo de Morais tirava antes, em média, 200 litros por dia, agora, o balde custa a ficar cheio e são, no máximo, 150 litros diariamente. As vacas encontram pouco alimento porque os pastos da região estão secos, devido à falta de chuva. O resultado é a queda na produção de leite e os produtores precisam buscar alternativas para manter a alimentação dos animais. A cana vem do interior do estado do Rio de Janeiro para ser picada. Sem pasto, Nivaldo precisou também comprar mais ração a base de soja e fubá. Os gastos do produtor só com a alimentação das vacas dobraram. A seca afeta também o rebanho de Sebastião Siqueira. Ele chegou a gastar até R$ 3 mil na compra de cana-de-açúcar para substituir o pasto, até que teve uma ideia: cercou uma pequena área e com adubo e irrigação deixou a grama verdinha. Esta é uma reserva para quando o estoque de alimento acabar. "O gado está magrinho, não podemos dar o trato adequado porque a água está faltando, a gente fica muito triste", lamenta. Com a queda na produção, o preço do leite subiu. O litro está saindo por R$ 1,09, 20% a mais do que no mesmo período do ano passado.

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