CPT - Centro de Produções Técnicas

Na Pensilvânia, agentes da FDA (Food and Drug Administration), órgão equivalente à Anvisa nos Estados Unidos, encontraram evidências de que um queijo rotulado como 100% parmesão tinha, na verdade, polpa de madeira, como ingrediente para baratear sua produção. Segundo a agência Bloomberg, alguns fornecedores de parmesão ralado têm adulterado produtos incluindo muita celulose, um antiaglutinante que bloqueia a umidade e dá textura cremosa. Essa substância vem da madeira e, por causa disso, a presidente da empresa Castle Cheese Inc., Michelle Myrter, por exemplo, pode responder criminalmente. Especialistas afirmam que a celulose é um aditivo seguro e aceitável em níveis entre 2% e 4%. No entanto, alguns produtos disponíveis no mercado foram testados em laboratório e apresentaram até 8,8% do polímero. A FDA regulamenta o que pode ser legalmente nomeado “parmesão” ou “romano”, de acordo com as leis estabelecidas na década de 1950, como forma de garantir que os produtores não vendam queijos diferentes. De receitas originalmente italianas, esses queijos duros são altamente consumidos nos Estados Unidos, de acordo com o Departamento de Agricultura. Como consequência, produtores italianos tomaram uma atitude. O Consórcio do Parmigiano Reggiano, já solicitaou à União Europeia que proteja seu produto das companhias norte-americanas, já que estão usando os nomes de seus queijos e bandeiras da Itália nas embalagens. Eles definiram isso como um “engano”. Alemães protegem a reputação de sua cerveja com a lei da pureza, franceses proíbem produtores de espumante de chamá-los “champagne” fora da região e, agora, o governo americano tem se dedicado a defender a autenticidade de seus queijos ralados.

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