CPT - Centro de Produções Técnicas

As exportações dos produtos do agronegócio alcançaram US$ 7,34 bilhões em agosto deste ano, o que representa recuo de 17,4% nas vendas externas do país em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 967 milhões, com retração de 31,5% na comparação ao mesmo período de 2014. Com isso, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 6,38 bilhões em agosto. Os dados constam do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AgroStat), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, ressaltou que o setor do agronegócio, mais uma vez, contribui para um considerável superávit na balança comercial brasileira. “Foram US$ 50,5 bilhões no acumulado de oito meses do ano. Destaco a relevante participação do setor no total das exportações brasileiras. O agro responde hoje por 46,5% do total, e no ano passado, foram 43,9%, no mesmo período”, afirmou A secretaria salientou que as exportações de soja em grão e de carnes estão sendo realizadas em volumes cada vez maiores. “Em função da queda dos preços internacionais, a nossa receita neste mês de agosto foi menor do que no ano passado. Um dos destaques, porém, foi o aumento das exportações deóleo de soja no mês de agosto”, enfatizou. O valor de vendas desse produto industrializado cresceu 40%, totalizando US$ 180 milhões no período e US$ 746 milhões no acumulado do ano. “Após a recente reabertura do mercado chinês para a nossa carne bovina in natura, a China se tornou, em agosto, o principal destino das exportações desse produto. Somente no mês passado, a receita foi de US$ 63,9 milhões”, comemorou Tatiana Palermo. Cinco cadeias produtivas tiveram participação de 80% do total exportado pelo agronegócio em agosto: complexo soja (35,6%); carnes (17,7%); produtos florestais (11,1%); complexo sucroalcooleiro (8,7%); e café (6,5%). <b>Embarques de frango para mais de 150 países</b> Há dez anos o Brasil trabalha para manter a posição de líder no ranking mundial de exportação de carne de frango. A qualidade, sanidade e preço contribuíram para o aperfeiçoamento do setor que hoje leva o produto para mais de 150 países. “Todo esse resultado somente é alcançado devido à capacidade produtiva do Brasil, que gera produtos de qualidade e em quantidade regular, sempre atendendo aos requisitos exigidos por nossos compradores internacionais”, afirma Victor Ayres, assessor técnico da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado mundial de frango segue competitivo e os Estados Unidos ocupam o segundo lugar no ranking de exportação do produto com 28%, em terceiro a União Europeia 9% e em quarto a Tailândia e China com 4% das vendas. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Brasil responde por aproximadamente 40% da carne exportada no mundo.

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