CPT - Centro de Produções Técnicas

A chuva das últimas semanas na região noroeste paulista serviu apenas para diminuir a poeira e deixar o ar mais agradável, mas nem de longe mudou alguma coisa na agricultura. A falta de água tem influência no preço dos alimentos e quem foi ao supermercado ou à feira já percebeu que frutas e legumes estão mais caros. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP, as altas temperaturas e a estiagem afetaram culturas de café, arroz, cana-de-açúcar e frutas. Para que a compra não saia mais cara, muitos consumidores diminuíram a quantidade de produtos ou trocaram alguns itens por outros mais em conta. Nas feiras, o quilo do quiabo quase dobrou de julho do ano passado pra cá, de R$1,83 para R$3,33. O jiló também está mais amargo: passou de R$1,56 para R$2,19. A vagem, que no ano passado custava R$2,83, agora está custando R$ 4. Entre as frutas, as que mais subiram, no período, foram a banana maçã (35%), a laranja (30%), o abacaxi (29%)e o morango (20%). A laranja, fruta mais consumida no Brasil, teve alta de 79,7%. Segundo a Associtrus (Associação de Citricultores), por causa da seca, a fruta murcha rapidamente e o custo da produção cresceu. O preço da caixa vendida pelos produtores passou de, em média, R$ 9,59, em 2013, para R$ 17,23 este ano. Nos supermercados, de acordo com o IGP-DI, um índice de preços da Fundação Vargas, o leite longa vida subiu 3,20%. No campo, o preço mais alto acontece porque durante a estiagem, os produtos agrícolas ficam mais caros e duram menos. O aumento do preço do leite para cima alguns derivados, como o iogurte e o requeijão, que estão custando, em média 1,55% mais.

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