CPT - Centro de Produções Técnicas

Os 178 países integrantes da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declararam erradicada a febre aftosa nos estados brasileiros de Alagoas, Maranhão Paraíba, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e a região norte do Pará. A decisão foi anunciada pelo organismo internacional nesta quinta-feira (29), durante a 82ª Seção Geral da Assembléia Mundial de Delegados, em Paris, na França. Com o potencial de crescimento da produção brasileira de proteína animal a partir dessa decisão, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, afirmou que o foco agora será a ampliação do mercado externo. “Vou organizar com o setor privado as principais pautas para serem tratadas ainda este ano com compradores internacionais importantes, como os Emirados Árabes, a Coréia do Sul, o Irã, a China e a Rússia”, destacou. Geller acrescentou que pretende também ampliar o acesso da carne brasileira, tanto suína quanto de aves, no exterior. Segundo o ministro, há potencial para aumentar esse tipo de produção no país, especialmente nas regiões Norte e no Centro-Oeste. “São localidades que têm acesso à boa parte dos grãos colhidos no país, o que facilita o desenvolvimento das cadeias produtivas da suinocultura e avícola. A agroindústria está forte e temos um cenário ideal para ter mais participação na Rússia e no mercado asiático”. A Assembléia de Delegados teve início no dia 25 e terminará nesta sexta-feira, dia 30. No evento, foram abordados temas relacionados às principais doenças de animais no intuito de garantir a transparência da situação sanitária no mundo, assim como a segurança no comércio mundial de animais e seus produtos. <b>Área livre de aftosa </b> Com o reconhecimento obtido pelos oito estados nesta quinta-feira (29) junto à OIE, sobem para 210 milhões o total de animais que estão em zonas livres de febre aftosa, ou seja, aproximadamente 99% do rebanho nacional de bovinos e bubalinos em 78% do território brasileiro. O governo investiu R$ 80 milhões em ações de sanidade animal, nos últimos quatro anos nessas regiões. Segundo a diretora substituta do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Denise Euclydes, esta decisão da OIE é um reconhecimento do serviço veterinário desenvolvido pelo Ministério e pelos órgãos de defesa estaduais. “Além de possibilitar a abertura de mercados, a certificação elimina as restrições de trânsito interno para os demais estados pertencentes à zona livre de febre aftosa, com vacinação”, acrescenta a diretora. O Brasil possui agora 23 estados e o Distrito Federal reconhecidos internacionalmente como livres de febre aftosa com vacinação e Santa Catarina continua sendo o único livre da doença sem vacinação. O próximo passo é alcançar a meta de um país totalmente livre da doença. Para isso o Mapa realiza um trabalho conjunto com os governos estaduais e a iniciativa privada para que Amapá, Roraima e Amazonas também sejam reconhecidos. <b>Saiba Mais </b> As primeiras medidas oficiais e específicas de combate à doença no Brasil foram estabelecidas em 1919. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) foi lançado em 1992 e tem como objetivo principal a implantação progressiva e a manutenção de zonas livres da doença. A execução do programa é compartilhada entre o governo federal, estadual e o setor privado.

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