CPT - Centro de Produções Técnicas

O estado de Alagoas vai começar a produzir leite em pó em 2016 e será o primeiro do Nordeste a investir nesse tipo de produção. A empresa vai fabricar os equipamentos da Unidade de Beneficiamento de Leite da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), localizada no município sertanejo de Batalha. De acordo com Paulo Azevedo, diretor-presidente da Globo Lat, ressaltou o impacto econômico e social de um novo segmento chegando na região do Semiárido alagoano. Ele explicou que a Globo Lat está fornecendo uma planta para concentração e secagem do leite com uma capacidade de 160 mil litros de leite por dia que, para a produção, equivale a 1.000 quilos por hora de leite em pó da melhor qualidade, isso diariamente. Paulo Azevedo falou dos benefícios para a região, visto que o Estado vai absorver a produção do leite. “Atualmente, Alagoas traz leite em pó de outros estados para comercialização e, produzindo na região vai estimular a venda e a produção da cadeia produtiva do leite. O produtor vai dobrar a produção, ajudando o pequeno, médio e grande produtor do estado”, disse. Ele acrescentou que o consumidor também será beneficiado porque vai conseguir comprar o leite em pó mais barato. “O leite é essencial para todos. Com a produção sendo incentivada, consequentemente vai incentivar a produzir mais e o preço do produto vai baixar, agradando os consumidores”, frisou o diretor-presidente da Globo Lat. Sobre a crise, Paulo Azevedo explicou que na cadeira produtiva do leite, quando ele é retirado diariamente, no fim do mês existe um salário para o produtor, incentivando-o; diferente das outras cadeias produtivas, que dependem da venda. “Em Santa Catarina e no Paraná, após a produção ser feita nas regiões e não importando leite em pó de outros estados, o valor do leite em pó diminuiu e aumentou a produção, ajudando os estados em períodos de crise. A produção de leite em pó acaba sendo uma estratégia para movimentar o mercado e aumentar a lista de produtos já fabricados no Estado no segmento de laticínios”, explicou. Para ele, a lei governamental de isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da cadeia produtiva do leite foi inteligente. “Vai incentivar o consumo, que gera a cadeia produtiva. Benefícios de todos os lados: Governo do Estado consumidores e produtores”, finalizou Azevedo.

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