CPT - Centro de Produções Técnicas

Produtores de queijo de Alagoa (MG) estão tendo que recorrer à internet e à criatividade para escoar a produção e manter a renda durante a pandemia do novo coronavírus. Com o decreto que suspendeu a visita de turistas e funcionamento de pousadas, a rota turística do queijo e do azeite foi suspensa no município. Um empresário então decidiu lançar a campanha “S.O.S Queijo d´Alagoa” e tem apostado na internet como única forma de vender o queijo, já que a loja física está fechada há um mês.

“Estamos focados no ecommerce! Lembrando que somos pioneiros na venda de queijo pela internet. Então estamos focados no que fazemos desde 2009. Diversas famílias de pequenos produtores de queijo dependem do nosso trabalho pra escoar a produção. Nosso público é 100% turistas que vêm de outras cidades. Então zeramos as vendas na loja física”, conta o empresário Osvaldo Martins de Barros Filho, dono da loja que vende o queijo com o nome da cidade.

Alagoa tem cerca de 2,6 mil habitantes e a maior parte da renda do município gira em torno da produção do leite e do queijo artesanal. A produção da cidade foi destaque no especial “Minas dos Queijos”, publicado pelo G1 em 2019. Com a queda da demanda por conta da pandemia, os produtores da cidade estão tendo que tomar medidas para controlar a produção, já que as vacas continuam dando leite todos os dias.

Empresário cria campanha S.O.S e oferece vagas para degustadores de queijo em Alagoa, MG — Foto: Arquivo pessoal / Osvaldo FilhoEmpresário cria campanha S.O.S e oferece vagas para degustadores de queijo em Alagoa, MG — Foto: Arquivo pessoal / Osvaldo Filho

Empresário cria campanha S.O.S e oferece vagas para degustadores de queijo em Alagoa, MG — Foto: Arquivo pessoal / Osvaldo Filho

“Alagoa tem 135 produtores de queijo e produz em média 1,5 tonelada de queijo por dia. Todos os produtores foram impactados. Pois com os comércios fechados, restaurantes, pizzarias, padarias, etc, caiu muito a demanda. Temos procurado diminuir a produção, controlando o rebanho, alimentação, ordenha, colocando queijo pra maturar, alguns produtores dispensaram mão-de-obra, outros suspenderam contratos, O cenário é delicado!”, explica Osvaldo.

A alternativa então foi apostar ainda mais na venda do queijo pela internet. Segundo o empresário, hoje 70% da produção tem saído pelo e-commerce. O movimento ajuda a manter aberta a única agência dos Correios da cidade. As transportadoras não coletam entregas na cidade devido à estrada ser de terra.

Para chamar a atenção para a renda de comerciantes e produtores que dependem da produção e venda do queijo artesanal, o empresário criou a campanha “S.O.S. Queijo d´Alagoa-MG” e vai sortear kits de queijos premiados para o que chamou de “emprego dos sonhos”: o de degustador de queijos. As vagas serão sorteadas para seguidores, que não precisam ter “currículo nem experiência”, no próximo dia 29 de abril.

Para Osvaldo, é impensável que as limitações impostas devido à pandemia possam continuar por muito tempo.

“A expectativa é que isso passe logo! Temos fé viva que venceremos esta pandemia. Quase todo dia tem cliente mandando mensagem querendo vir pra cá, estão afoitos pra sair de casa e viajar! Então, esperamos que o turismo seja um alívio para as pessoas assim que possível! O comércio também voltará o seu reaquecimento, será gradativo, mas tende naturalmente voltar a funcionar, se faz necessário. E o próprio convívio social, respeitando as medidas de proteção que são necessárias, será salutar. As pessoas estão aflitas em casa, será libertador!”, concluiu o empresário.

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