CPT - Centro de Produções Técnicas

Os rebanhos de Junqueirópolis, em São Paulo, estão sofrendo com o ataque da mosca do estábulo. O número de insetos aumenta durante a colheita da cana-de-açúcar. O gado fica amontoado e se debate o tempo inteiro para tentar se defender. O inseto ataca principalmente o lombo e as patas dos animais, o que deixa o gado inquieto e irritado. No sítio de José Villela, a mosca já se tornou um problema. Ele cria gado de corte. “O gado está emagrecendo porque ao invés de comer, de se alimentar, ele fica se batendo”, diz. Além de incomodar, a picada da mosca costuma inflamar e provocar uma série de doenças nos animais. A mosca do estábulo é praticamente do tamanho da mosca doméstica, mas ao contrário dela, esta se alimenta de sangue, tem a picada dolorosa e atinge principalmente os animais. Na propriedade de Sandra Batistela, a situação é ainda pior. A quantidade de moscas é tão grande que elas se acumulam por toda parte. Em alguns animais é possível ver os hematomas causados pelas picadas do inseto. A pecuarista cria gado leiteiro e já contabiliza queda na produtividade. Os criadores dizem que a mosca passou a ser um problema nos últimos dois anos e apontam o motivo. “Quando a usina não está irrigando a cana, a gente não tem este problema, mas quando a palhada fica úmida, a mosca prolifera”, diz Sandra. As reclamações integram um abaixo-assinado que já tem mais de 80 assinaturas de produtores rurais. Eles cobram providências do Ministério Público. O promotor Ruy Fernando Bodini, que investiga o caso, diz que uma ação será ingressada para apurar o assunto. A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de Dracena, informa que um técnico visitou as usinas o ano passado e não constatou nenhum grande foco de moscas. Por enquanto, não há previsão de uma nova vistoria.

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