CPT - Centro de Produções Técnicas

ois laticínios de Muriaé, Minas Gerais, interditados durante a missão acompanhada pela reportagem do Canal Rural foram multados novamente por desobedecerem a ordem. Em ambos, nossa equipe de reportagem retornou sozinha após a fiscalização e comprovou o desrespeito à legislação. O Laticínio CBR Ltda., foi proibido de comercializar produtos porque, segundo o fiscal, não realizava as análises obrigatórias no leite, entre elas aquela que comprova a presença de antibiótico. Também foram encontrados galões de água oxigenada nas dependências da indústria. Além disso, a origem do produto era desconhecida e a qualidade do leite ruim. De acordo com os fiscais, o CBR Ltda. está em regime especial de fiscalização. A empresa não pode comercializar seus produtos sem provar que é capaz de garantir a qualidade em três lotes consecutivos. A comprovação será feira por meio de uma amostragem efetuada por um fiscal e de análise realizada em laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Comprovada a boa qualidade do lote a comercialização é liberada. O outro é o Laticínio Primeiro, que teve não só a produção, mas a comercialização interditados. Além de não realizar análises, a infraestrutura comprometia a qualidade da produção: teto furado, presença de fuligem, moscas, lacraias e formigas na área interna. Para liberação da produção é necessário que a empresa comprove que tem boas instalações e programas de qualidade funcionando. A liberação do produto apreendido somente pode ser feita mediante análise laboratorial, com amostragem coletada por um fiscal e analisada em laboratório credenciado. <b>Desrespeito</b> Nos dois casos, nossa reportagem retornou ao local depois da inspeção com os fiscais e, com uma câmera escondida, flagrou o desrespeito à interdição. O CBR, que teve a venda interditada, ainda comercializava a produção na loja própria, que funciona junto ao laticínio. Lá nossa equipe entrou e comprou requeijão dois dias depois da proibição da comercialização. Já no Laticínio Primeiro flagramos um caminhão de leite saindo do local. Lá, um funcionário confirmou que a indústria estava produzindo, mesmo após a interdição, para não perder a matéria prima antes de parar a fábrica para realizar as obras solicitadas. Informamos aos fiscais sobre os casos e as equipes de fiscalização retornaram aos dois locais. De acordo com o fiscal Eduardo Xavier, ambos foram multados novamente por desacato à ordem de interdição. O valor das multas chega a R$ 25 mil, podendo dobrar em caso de reincidência. O valor das multas por desacato ainda não foi definido. Tentamos localizar os responsáveis pelas duas empresas por telefone. Na CBR, procuramos o responsável por telefone, mas ele não quis se manifestar. Até o fechamento desta reportagem não foi possível localizar o responsável pelo Laticínio Primeiro. Nos primeiros seis meses de 2014, o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal de Minas Gerais determinou quatro interdições cautelares e implementou seis regimes especiais de fiscalização somente na área de lácteos.

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