CPT - Centro de Produções Técnicas

Técnicos da Coordenadoria de Produtos Agropecuários da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) identificaram uma série de irregularidades nos estabelecimentos produtores de leite no Estado. A fiscalização aconteceu no mês passado e constatou a produção e comercialização do produto fora das normas sanitárias. Os proprietários foram notificados e terão que se regularizar junto à agência. Das quatro propriedades rurais visitadas pelos profissionais, nenhuma possui cadastro e registro na Diagro para a liberação do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), que tem como objetivo inspecionar, fiscalizar e controlar aspectos higiênico-sanitário dos produtos, bem como cadastrar e credenciar estabelecimentos que comercializam e realizam as atividades de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos de origem animal. Mesmo sem a liberação, o serviço de monitoramento feito pelos agentes constatou que nessas propriedades houve um aumento significativo da produção leiteira. Em média, produzem 840 litros de leite por dia, que eram vendidos sem nenhum tipo de fiscalização sanitária pelos próprios produtores ou leiteiros que distribuem o produto no comércio da periferia de Macapá. Durante a fiscalização, a Diagro solicitou aos criadores uma regularização urgente para que o leite possa, de imediato, ser comercializado de maneira segura aos consumidores amapaenses. <b>Riscos</b> Segundo os técnicos responsáveis pela fiscalização, caso o processo de produção, transporte e comercialização desse produto não respeite as normas de higiene e refrigeração, ele pode sofrer contaminação por microrganismos patogênicos. A fiscalização do comércio do leite é de responsabilidade da Vigilância Sanitária do Município. O serviço de inspeção estadual da Diagro atua como monitor desse processo, objetivando que todas as regras higiênico-sanitárias sejam atendidas pela indústria para que a saúde do consumidor seja preservada. O diretor da Diagro, Otacílio Barbosa, disse que existe um grande incentivo por parte da agência para a melhoria da qualidade da produção de leite dos pequenos produtores do Estado. Mas eles precisam se regularizar. Por isso, a fiscalização terá continuidade para verificar como está a situação de outras propriedades. “Ainda neste ano, iremos intensificar as fiscalizações, inclusive no interior do Estado, nos municípios de Amapá, Pedra Branca e Calçoene, onde os casos de tuberculose e brucelose são alarmantes. Nesses municípios, os médicos veterinários, particulares e que são credenciados e habilitados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), irão diagnosticar essas doenças, para, em seguida, regularizar todas as propriedades juntos à nossa agência”, ressaltou Barbosa.

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