CPT - Centro de Produções Técnicas

Os preços dos alimentos no mercado internacional registraram a queda mais acentuada dos últimos sete anos, resultado da queda de preços da energia e das inquietações devido à desaceleração econômica da China, disse hoje a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O declínio para as principais commodities, como leite, óleos vegetais, açúcar e cereais em um ano foi 15%, segundo a organização. "O mais espetacular é a drástica queda nos preços em agosto", disse o economista-chefe da FAO, Abdolreza Abassian, citado em um comunicado da FAO, que prevê que "a procura de abastecimento continuará a pesar sobre os preços". A FAO adianta que os cereais por si só registram decréscimo de 7% em relação ao mês de julho, enquanto o óleo vegetal caiu 8,6% durante o mesmo período. Essas duas categorias de produtos atingiram o nível mais baixo desde março de 2009. A expectativa de safra global estabelecida pela FAO subiu para 2,54 bilhões de toneladas – 13,8 milhões a mais do que em 2014, ano que agência da ONU descreveu como de "abundância". Produtos lácteos, como leite em pó, queijo ou manteiga caíram 9%, principalmente devido à desaceleração da situação econômica chinesa, que teve impacto nos mercados internacionais. Em contraste com a tendência geral de queda, em agosto, os preços da carne mantiveram-se praticamente inalterados na comparação com o mês anterior. No entanto, em comparação com o pico histórico do índice de preços da carne em agosto de 2014, os preços globais caíram em 18%, diz a agência da ONU. <b>País abre pela primeira vez mercado para lácteos brasileiros</b> A China abrirá pela primeira vez seu mercado aos produtos lácteos brasileiros. A decisão, anunciada nesta quarta-feira pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, durante entrevista coletiva, representará incremento de ao menos US$ 45 milhões em exportações ao ano. A negociação para a abertura desse mercado se prolongava desde 1996, disse a ministra. A partir de agora, empresas brasileiras interessadas em vender lácteos para o país asiático já podem pedir sua habilitação. – Depois de propormos uma remodelagem do nosso certificado sanitário internacional e fazermos algumas alterações, tivemos essa ótima notícia por parte da China – comemorou a ministra, destacando também a habilitação de 13 novas plantas de lácteos para a Rússia. Com acesso aos mercados russo e chinês, o Brasil passará a exportar para os dois maiores consumidores de produtos lácteos do mundo, assinalou a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo. – Abrimos os dois maiores mercados mundiais de produtos lácteos. A partir de agora, todas as empresas interessadas em exportar para a China e que tiverem condições de atender às exigências serão habilitadas – acrescentou Tatiana. A China importou no ano passado US$ 6,4 bilhões em lácteos (1,8 milhão de toneladas), o que representa 14% de todas as importações do produto no mundo. Já na Rússia, foram US$ 3,4 bilhões (1,1 milhão de toneladas), o equivalente a 7% do total mundial. Com as 13 novas plantas habilitadas, somam 26 as empresas brasileiras em condições de exportar leite e derivados para a Rússia – fruto das negociações promovidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) durante visita de Kátia Abreu a Moscou, em julho deste ano. – Todas as plantas que pediram estão habilitadas, não temos nenhuma na fila. São empresas que esperavam há muito tempo essa oportunidade e não tinham – disse a ministra. As importações mundiais de lácteos somaram 12,5 milhões de toneladas em 2014, sendo que o Brasil participou com apenas 0,7% (83,7 mil toneladas). – O país tem potencial para alavancar esses números – observou a ministra, explicando que o aumento das exportações poderá beneficiar os produtores nacionais, que sofrem todos os anos com oscilações de preço: "as exportações equilibraram o preço no mercado brasileiro, melhorando a condição dos nossos produtores." Ainda em relação à Rússia, Tatiana Palermo destacou a habilitação de 11 novas plantas de carnes, sendo cinco delas por meio do protocolo de prelisting – listas pré-autorizadas de estabelecimentos exportadores -, o que demonstra a confiança mútua entre os dois países.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here