CPT - Centro de Produções Técnicas

O primeiro Concurso Mundial de Queijos na América Latina está sendo realizado em Araxá, no Alto Paranaíba. O evento internacional termina neste domingo (11) no Parque do Barreto.

Foram mais de mil peças inscritas na feira, que teve degustação com direito a harmonização com tudo que combina: café, vinho, geleia, cachaça e até sorvete.

O evento é realizado pela ONG “SerTãoBras”. A Organização Não Governamental visa lutar pela legalização do queijo de leite cru e pela valorização do pequeno produtor rural, e pela Guilde Internationale des Fromagers, da França.

O objetivo do concurso, segundo uma das organizadoras, Anna Huffein, é colocar queijos brasileiros lado a lado com os queijos internacionais para premiar os melhores sem distinção de origem ou tecnologia queijeira.

“Tudo aconteceu devido ao mundial da França, onde uma brasileira ganhou como melhor queijo do mundo. Depois disso, a Débora [Pereira, diretora da SerTãoBras], começou a pensar que o queijo [da região] tem muita qualidade. No ano passado, fizeram um curso de maturação e, daí, ela ficou encantada com os queijos e pensou: ‘por que não trazer o mundial de queijo pro Brasil?’”, contou.

Avaliação

Dos 955 queijos avaliados, 245 pontuaram. Foram 21 super ouros, 35 ouros, 76 pratas e 113 bronzes. O anúncio foi aberto ao público. O concurso reuniu 93 jurados de várias partes do mundo com a missão de eleger os melhores sabores.

Os queijos foram separados em 60 mesas, de acordo com a categoria de fabricação. Cada mesa tem 20 queijos e é ocupada por três jurados. Eles avaliam os quesitos aparência externa e interna, odores, textura e sabor e dão da a nota queijo a queijo, quesito a quesito. “A gente avalia, faz a limpeza do paladar com água ou maça, para não misturar os sabores”, acrescentou o jurado, Alaor Pereira Lino.

Produtos são avaliados durante o concurso em Araxá — Foto: Reprodução/TV Integração

Produtos são avaliados durante o concurso em Araxá — Foto: Reprodução/TV Integração

Todo o processo foi supervisionado pelo presidente da associação de queijeiros da França e presidente do concurso, Claude Maret.

Entre os vários expositores que participam da competição estão o casal, Marcus Pinheiro e Cecília Pinheiro, eles trouxeram o queijo de búfala produzido em Marajó no Pará.

“Viemos trazer nosso queijo para o Brasil conhecer, até 2013 não tinha legislação específica para sair com nosso queijo do nosso Estado. Depois dessa legislação foi possível levar o nosso produto para outros locais. Esse queijo é fabricado há mais de 200 anos na Ilha de Marajó, então é muito importante participamos de um evento como esse”, disse Cecilia.

Visitação

O evento é aberto a visitação pública, os participantes pode inclusive degustar os mais de mil tipos de laticínios expostos no local. “Eu gostei muito de um queijo da região do Serro, que experimentei aqui, ele é até premiado” contou o estudante Felipe Rodrigues.

Quem também passou pelo Parque do Barreiro para conferir os queijos, foi o comerciante Marcelo José Jorge. “Tô com muita vontade de experimentar o da canastra, ele foi premiado recentemente, tem vários outros que quero experimentar também aqui no concurso.”

Selo

O concurso marca também a entrega do selo “Arte”, que tornou mais flexível as regras para a venda do queijo artesanal entre os Estados.

Minas Gerais tem sete regiões reconhecidas como produtoras do queijo Minas artesanal. São elas: Araxá, Canastra, Serro, Triângulo, Campo das Vertentes, Cerrado e Serra do Salitre. Atualmente o estado registra 280 queijarias cadastradas no IMA.

Queijos no concurso em Araxá — Foto: Reprodução/TV Integração

Queijos no concurso em Araxá — Foto: Reprodução/TV Integração

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