Os custos de produção da atividade leiteira subiram 3,18% entre setembro e outubro na “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP) e, no ano (até outubro), o avanço já chega a 13,24%. A valorização do concentrado continua sendo o principal impulso aos custos: em outubro, a alta foi de 6,71% e, nos 10 meses de 2020, de 26,5%. Outro insumo que também contribuiu para este cenário foi a suplementação mineral, que registrou elevações de 2,27% e de 12,24% nos preços nos comparativos mensal e anual, respectivamente.
 
A valorização do concentrado, por sua vez, está atrelada aos altos patamares das cotações da soja e do milho. O Indicador da soja ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá) subiu 13,06% em outubro em relação a setembro, enquanto o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa) avançou 21,06%. Os estados que tiveram as altas mais expressivas nos valores do concentrado em outubro foram Santa Catarina (12,33%), Bahia (11,16%) e Minas Gerais (10%).
 
Quanto à suplementação mineral, Goiás e Bahia registraram os aumentos mais significativos, de 6,11% e 4,9%, nessa ordem, em outubro. O aumento de 4,26% do dólar frente ao Real entre um mês e outro continuou valorizando o insumo para o pecuarista.
 
O preço do leite subiu 1,25% na “média Brasil” em outubro; no entanto, a forte valorização do milho piorou a relação de troca do pecuarista. No mês, para adquirir uma saca de 60 kg do milho foram necessários 33,68 litros de leite e, no mês anterior, 28 litros.
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