CPT - Centro de Produções Técnicas

Com a Páscoa chegando, supermercados e lojas ostentam em seus corredores armações onde penduram centenas de ovos de chocolate que encantam as crianças com seus papéis coloridos, desenhos de personagens e a variedade de tamanhos. No entanto, para quem tem em casa ou na família criança com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) essa época pode não ser uma das mais tranquilas, afinal, o que dar aos pequenos que não podem consumir produtos que contenham proteínas do leite e seus traços? No Brasil, a APLV tem ficado mais conhecida uma vez que o problema atinge atualmente uma em cada 20 crianças. Seguir a dieta isenta das proteínas do leite à risca é muito importante, mesmo nesta data comemorativa, uma vez que um inocente pedaço de ovo de Páscoa pode desencadear na criança os sintomas da APLV, por exemplo, sangue nas fezes, refluxo, reação de pele, irritabilidade e dores abdominais, entre outros. Um cuidado ainda maior precisa ser destinado às crianças que apresentam reações graves, como o choque anafilático. Seja no período da Páscoa e durante todo o ano, é imprescindível que as famílias sigam as orientações do médico ou do nutricionista responsável pelo tratamento da criança. Algumas marcas já produzem ovos de Páscoa isentos de proteínas do leite e traços da mesma, no entanto, segundo a nutricionista Renata Pinotti, “indicá-las é delicado pois as empresas têm mudado as informações sobre seus produtos com freqüência. Desta maneira, é importante que a família leia sempre o rótulo e certifique-se com o fabricante antes de comprar”. Além do cuidado com a alimentação, os pais devem trabalhar o lado emocional das crianças com APLV. Não leva-las ao supermercado e lojas que comercializam ovos de Páscoa não é a melhor forma de lidar com a situação. Esse comportamento faz com que a criança se sinta ainda mais excluída. “O ideal é conversar com a criança, explicar porque ela precisa seguir essa dieta e mostrar as opções que poderá escolher. Eu sempre reforço com os pais que precisamos mostrar o que os pequenos podem comer, não apenas o que não podem”, salienta Renata. O único tratamento da APLV comprovadamente eficaz é a dieta isenta dos alimentos que possuem as proteínas do leite, uma vez que estas estimulam o sistema imunológico a reagir contra elas acarretando os sintomas, além de prejudicar o ganho de peso, o crescimento e o desenvolvimento da criança. Para auxiliar na manutenção e recuperação do estado nutricional de crianças que recebem uma dieta tão restritiva, o mercado conta com a presença de fórmulas especiais e inovadoras, totalmente isentas de proteína do leite e compostas de aminoácidos, que garantem um aporte ideal de proteínas, vitaminas e sais minerais, além de 100% de não alergenicidade. Seguir a dieta adequadamente faz com que o organismo da criança não reaja mais, favorecendo assim o desenvolvimento da tolerância ao leite com o tempo. “É muito pior para os pequenos sentirem os sintomas e as dores decorrentes do consumo desses alimentos do que restringi-los. Porém, é essencial que a família entenda que a criança com APLV é normal e pode crescer, brincar, estudar e participar de datas comemorativas como qualquer outra. É possível driblar as dificuldades do dia a dia com amor, de forma lúdica e alegre”, finaliza Renata.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here