CPT - Centro de Produções Técnicas

As bebidas vegetais, uma alternativa aos produtos lácteos, estão entre os itens que mais crescem no segmento. A demanda por bebidas inovadoras à base de soja, castanhas, grãos, sementes e variedades mais antigas como quinoa,trigo sarraceno e milho painço cresce mais do que nunca. Também cresce a demanda por bebidas à base de proteínas vegetais provenientes do coco, por exemplo. São vários os motivos para tamanho crescimento; e a intolerância à lactose é um deles.Também existem cada vez mais consumidores tentando alimentar-se de forma mais saudável e, por esta razão, prestam mais atenção aos alimentos que consomem. A análise dos ingredientes é tão importante quanto o conhecimento de sua proveniência, cultivo e processamento. As alternativas de bebidas vegetais são naturalmente livres de lactose e normalmente são consideradas bebidas de baixo colesterol e gordura, oferecendo o mesmo conteúdo de proteínas, minerais e vitaminas.Além disso, estas alternativas vegetais costumam ser de digestão mais fácil que os lácteos. Como explica Matthias Krusche, gerente Global de Segmento de Mercado da SIG Combibloc, cada vez mais consumidores têm reações a determinados alimentos e prestam mais atenção ao que comem. “Mais de um terço de todos os consumidores evitam alguns produtos devido a alergias e intolerâncias. Para muitos consumidores que evitam os de origem animal, a soja já não precisa mais ser a única opção – até porque alguns deles desenvolveram intolerância e alergias à própria soja. O leite de amêndoas, por outro lado, é um dos produtos com crescimento mais dinâmico. Também crescem em popularidade os produtos à base de coco, arroz e aveia.” A tendência de consumir bebidas vegetais tem sua raiz na Ásia, onde as vacas são consideradas sagradas. Assim, o número de pessoas com intolerância à lactose é bem mais alto que nos países ocidentais. A produção e o consumo de substitutos lácteos são mais altos nesta região; mas o ocidente começa a aderir a esta tendência. Segundo Krusche, há alguns anos, vários países lançam alternativas vegetais aos lácteos. “Já os vemos nas prateleiras dos EUA, Brasil, África do Sul e países europeus como Reino Unido, Bélgica e Espanha. Pesquisas conduzidas em diversos mercados sugerem que, até 2018, o crescimento mundial destes produtos vegetais excederá 15% ao ano.” <b>Sem lactose, pouca gordura</b> As bebidas à base de soja continuam alternativas bastante populares, embora não sejam as que mais crescem. Pra fazer leite de soja, os feijões da soja são colhidos, prensados e lavados com água quente. O leite de soja tem um alto teor de proteínas e vitaminas em comparação ao leite de vaca. Por exemplo, 100 ml de leite de soja contêm cerca de 3 gramas de proteína, contra 3,2 gramas do leite de vaca. Mas ele é um leite com bem menos gordura e menos calorias, além de livre de colesterol e glúten. O leite de amêndoas é o que mais cresce globalmente. Para fazê-lo, é preciso torrar as amêndoas, moê-las e misturá-las com água. Este leite tem baixo teor de gordura e açúcar e poucas calorias – cerca de 20 a cada 100 ml. O nível de proteínas é de 0,5 grama por 100 ml; e ele também é livre de colesterol e glúten. Outro item com grande potencial é o leite de coco. Dependendo do fabricante, ele pode ter mais de 2 gramas de proteínas por cada 100 ml. Estes produtos também são livres de colesterol e têm pouco açúcar e gordura, por isso são bem aceitos pelos consumidores – além de sua agradável textura cremosa. As alternativas feitas a partir de grãos e sementes como arroz, aveia e quinoa são similares ao leite de vaca, mas têm menos proteínas e mais carboidratos e fibras. Estas bebidas também não têm lactose e têm baixo teor de gordura.As bebidas de arroz são populares por sua cremosidade, embora tenham o maior índice de açúcar entre as bebidas vegetais. Para fazer o leite, o arroz é moído, cozido em água e amassado. Depois de filtrado, adiciona-se óleo de girassol, que funciona como emulsificante e refina seu sabor. O arroz em si não tem gordura e o teor de proteína é de 0,1 grama por 100 ml, bem baixo comparado a outras alternativas vegetais. Para fazer bebidas à base de aveia, cuja popularidade tem crescido entre os consumidores, a aveia é moída, acrescida de água e fervida. O líquido é fermentado por várias horas e depois filtrado. Neste caso, a filtragem também é emulsificada com óleo de girassol, que garante a cor característica do leite. A bebida garante cerca de 1%de proteína por 100 ml e uma quantidade equivalente de betaglucano, substância que ajuda a manter o nível de colesterol baixo no corpo humano. <b>Menos água, um benefício para o meio ambiente</b> A popularidade das bebidas vegetais também se deve ao aumento da preocupação do consumidor com o meio ambiente. De acordo com os produtores, para produzir um litro de leite de soja, amêndoa ou coco, envasado em uma embalagem cartonada, é necessário cerca de 70% menos água que o usado para produzir a mesma quantidade de leite de vaca. As embalagens cartonadas já se consagraram como a solução ideal para estas bebidas, por estarem alinhadas à filosofia dos fabricantes, para os quais ser natural e responsável no uso dos recursos é muito importante.Elas protegem os produtos além de serem compostas por cerca de 75% de papel cartão, obtido a partir de madeira proveniente de manejos sustentáveis. Como explica Matthias Krusche, ao escolher seus materiais, a SIG Combibloc presta muita atenção ao uso cuidadoso dos recursos. “Só trabalhamos com fornecedores de cartão que possam garantir a origem da madeira usada em sua fabricação. Comparada a outras soluções de embalagem para bebidas longa vida, as cartonadas provaram ter a menos pegada de CO2e são livres de Bisfenol A. Após o uso, elas também são facilmente recicladas.”

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