CPT - Centro de Produções Técnicas

Três cooperativas da região dos Campos Gerais do Paraná se uniram para aumentar a produção de leite – e, em consequência, os lucros com a venda do produto. Há três anos, deixaram de competir entre si e formaram uma "intercooperativa", com alianças estratégicas. A junção entre Arapoti, Batavo e Castrolanda formou a chamada "cooperativa ABC". "Eu vejo que é o caminho. Se nós, como associados, queremos nos unir a outros produtores para termos uma cooperativa forte, por que as cooperativas não se unem para se fortalecer também?", argumenta Johannes Van der Meer, diretor de uma das associações. Juntas, as empresas chegaram a um faturamento de R$ 4,3 bilhões em 2014. Elas somam 3,5 mil associados, além de 2,6 mil pessoas empregadas. Por mês, são processados 60 milhões de litros de leite, contando a produção nas três cooperativas interligadas. A quantidade põe a ABC entre as cinco maiores produtoras de laticínio no Brasil. Os cooperados dizem se sentir confiantes para produzir mais, mesmo em período de crise econômico. "Há garantia de fornecimento de recebimento, que acho que isso é o mais importante. Sou produtor da cooperativa há 30 e poucos anos e não deixei de receber um mês de leite", diz o produtor Marius Bronkhrost. <b>Cooperativismo no Paraná</b> O Paraná tem, hoje, 77 cooperativas rurais. Juntas elas recebem 56% de toda a produção agrícola paranaense e somam valores importantes para a economia do estado. Desde 2010, segundo a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o faturamento do cooperativismo paranaense dobrou, passando de R$ 25 bilhões para R$ 50 bilhões.

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