CPT - Centro de Produções Técnicas

Após atingir o pico de R$ 1,957, em setembro, a projeção para outubro é de R$ 1,853 (redução de R$ 0,13). Isso representa uma queda de 6,7% na comparação de outubro com setembro deste ano. Os números foram divulgados durante reunião virtual da entidade. O encontro contou com a participação do Sistema FAEP/Senar-PR.

De modo geral, os números do Conseleite-PR demonstraram que o leite fluido e os derivados ainda seguiram em uma movimentação de alta no mês de setembro. Desde maio, o setor lácteo vive em um cenário atípico devido aos reflexos da pandemia do coronavírus. Foram quatro meses seguidos de elevações, saindo do valor de referência de R$ 1,304, em maio, para R$ 1,957 em setembro.

A expectativa do encerramento do pagamento do auxílio emergencial pelo governo federal e a redução no poder de compra do consumidor brasileiro são apontados como um dos principais motivos para o fim da tendência de alta. A principal preocupação agora é com uma possível desaceleração na demanda, que pode provocar um novo ajuste no setor lácteo. Isso em um momento no qual os custos de produção estão nas alturas, já que as commodities agrícolas (principalmente soja e milho) estão em patamares recordes de preços.

“Isso é um fator preocupante, pois na realidade de hoje do produtor há muito pouco espaço para a redução no preço pago pelo leite. Os custos de produção aumentaram violentamente. É preciso que haja uma atenção especial em relação ao equilíbrio do setor como um todo, é a hora de intensificarmos ainda mais o diálogo entre os elos da cadeia produtiva”, disse Ronei Volpi, presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da FAEP.

A reunião ocorreu na última terça-feira 20.

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