CPT - Centro de Produções Técnicas

Aconteceu há 8.500 anos, nos territórios do crescente fértil, por causa de uma terrível crise agrícola. E por acaso: o calor fermentava o leite guardado numa novidade da altura, os vasos cerâmicos. Um cientista da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, descobriu que o queijo nasceu de uma crise agrícola. Segundo Paul Kindstedet, o queijo foi criado há 8.500 anos quando as práticas na agricultura se intensificaram e saturaram os solos da região do Crescente Fértil (que inclui territórios de Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Iraque e Egito). A notícia é dada pelo ABC. Com a produtividade agrícola em queda, os nómadas decidiram apostar nas ovelhas e cabras que viviam nos campos de trigo. Estes animais eram muito resistentes e podiam sobreviver em terrenos mais pobres. Quando os agricultores começaram a guardar o leite em excesso, vindo dos cada vez mais animais que possuíam, nos recém-criados vasos de cerâmica, o calor daquela região e o desenvolvimento de bactérias no interior dos recipientes fizeram o resto. O leite coalhava e nascia o queijo. Mas a iguaria foi, durante muitos anos, um produto apenas para os mais novos. Na altura, só os bebés e as crianças mais pequenas bebiam leite e esse primeiro derivado sem ficarem doentes. Os adultos seriam intolerantes à lactose, algo que hoje é confirmado pela Medical News. A tolerância à lactose na idade adulta apenas surgiu mil anos depois das primeiras produções de queijo. A origem do fabrico de queijo tem sido sempre muito mitificada. Uma lenda falava num nómada que depositou o leite dentro do estômago e um mamífero para o conservar e dar a beber aos filhos durante uma viagem. A explicação, afinal, parece ser bem mais simples. E natural. <b>Cinco curiosidades sobre o queijo</b> <b>Há um queijo proibido</b> O Casu Marzu é um tipo de queijo inventado em Itália cujo consumo é proibido porque é produzido com larvas de mosca vivas: o Huffington Post explica que, durante a fermentação, as larvas vão decompondo o queijo, que é deixado ao ar livre para permitir às fêmeas que desovem no seu interior. Ainda assim, este queijo é produzido na Sardenha e é comercializado no mercado negro. Torna-se tóxico quando as larvas morrem. <b>Os gregos são quem mais consomem queijo</b> O maior consumidor mundial de queijo é a Grécia, mas no topo da produção e exportação estão os Estados Unidos da América. Nos EUA produzem-se 18 mil milhões de quilogramas de queijo. Segundo a Marktest, em Portugal, o queijo preferido é o flamengo: mais de 92% da população come este tipo de queijo. <b>700 géneros de queijo em França</b> Em território francês existem 700 géneros de queijo patenteados. Conta a International Dairy Food Association que, se quisesse provar um tipo de queijo francês por dia tinha de permanecer em França durante mais de dois anos. <b>Os queijos consomem-se de forma diferente</b> Para aprender como devem ser cortados ou acompanhados os queijos, visite o site Cheese.com. Segundo este sítio da Internet, os queijos redondos devem ser cortados às fatias (como se cortam tradicionalmente os bolos) e os queijos altos devem ser cortados na horizontal, para evitar que percam as suas propriedades. <b>Expressões idiomáticas com a palavra “queijo”</b> Existem pelo menos duas expressões idiomáticas onde se inclui a palavra queijo. A frase “Pão, pão, queijo, queijo” é utilizada quando se conversa francamente sobre algo muito simples. E a expressão “Com a faca e o queijo na mão” refere-se a alguém que detém um determinado poder, que pode agir e que tem domínio sobre as situações.

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