CPT - Centro de Produções Técnicas

Com as feiras agropecuárias sem previsão para acontecer e o comércio fechado, produtores de queijo do Nordeste encontram dificuldades para comercializar os seus produtos, de acordo com levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo Bruno Lucchi, superintendente técnico da entidade, entre a quarta, 25 e a quinta, 26, houve um aumento expressivo nas ocorrências referentes a problemas nos laticínios na região Nordeste. Ele acredita que a situação seja regional e diz que a CNA está monitorando o assunto diariamente.

“Entrei em contato com várias grandes cooperativas e com as grandes indústrias também e nenhuma delas está relatando que vão reduzir a compra de produtos ou pedindo para baixar a produção. Isso mostra que esse é um problema mais regional, devido ao tipo de produto comercializado na região Nordeste”, comentou.

Segundo a CNA, o problema está concentrado nos estados da Bahia, Sergipe e Paraíba. “No caso da Bahia, a própria federação de agricultura já está interagindo com o sindicato das indústrias de laticínios para absorver o que o pequeno laticínio não conseguir, por não ter a capacidade de se estruturar. O produtor vai vender esse leite, esse lote, para outra indústria. As próprias federações dos estados já estão atuando no âmbito regional, no sentido de realocar essa produção para não ter impacto diretamente ao produtor rural”.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, um dos principais estados produtores de queijo do país, o problema não tem sido a comercialização, mas sim a dificuldade na compra de insumos. “Os produtores alegam não estar encontrando açúcar e alguns tipos de conservantes para colocar em seus produtos. Não observamos problema especificamente em relação à comercialização, estão apenas remanejando as estratégias das indústrias, concentrando principalmente em leite UHT, leite em pó e muçarela”.

Alta do preço

Ainda de acordo com a CNA, por enquanto, não há relatos sobre o aumento do preço do leite, porém, os produtores dizem ter percebido uma alta no custo de produção. “Pela disparada do milho, principalmente, a ração tem ficado em torno de 15% a 20% mais cara. Em alguns municípios, pegando o Centro-Sul da região onde se concentra grande parte da produção, o que temos visto é algum momento no custo de produção voltada para ração”.

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