CPT - Centro de Produções Técnicas

Após crescer 16%, menos que os 20% originalmente previstos em 2014, o Laticínios Tirolez, que atua no segmento de queijos, espera um novo incremento em sua receita este ano ­ entre 18% e 21% ­ mesmo com as incertezas na economia nacional. Os irmãos Cícero e Carlos Hegg, sócios do Tirolez, reconhecem os desafios que o cenário econômico impõe e admitem um "ano difícil", mas preveem um crescimento nos volumes vendidos e também nos preços dos produtos comercializados este ano. "Geralmente, o setor de alimentos sofre menos na crise", diz Carlos Hegg, diretor industrial e financeiro do Tirolez. Eles não revelam o faturamento da companhia. O desaquecimento da economia, porém, levou a empresa a desacelerar o ritmo de investimentos, ainda que o valor previsto vá crescer em termos nominais. O plano original, segundo o empresário, era investir R$ 100 milhões entre 2015 e 2017, mas agora o aporte deve alcançar R$ 120 milhões e será feito entre 2016 e 2018. Os recursos, parte dos quais a empresa espera obter em financiamento do BNDES, devem ser utilizados na construção de uma nova unidade em Monte Aprazível (SP), onde o Tirolez vai desativar uma fábrica antiga. As linhas de produção de queijos cottage e requeijão dessa unidade já foram transferidas para a planta da empresa em Lins, também no interior paulista, no fim do ano passado. O projeto é ter novas linhas de queijos frescos e cremes na indústria que será construída, segundo Cícero Hegg, diretor comercial e de marketing. Além disso, o plano prevê a expansão da planta de Caxambu do Sul (SC), para elevar a produção de mozzarela, massa láctea e queijo ralado, e da fábrica de Tiros (MG), com uma nova linha de queijos. Esses aportes também contemplam a ampliação da linha de queijos zero lactose, lançada este ano. "Estamos sentindo boa aceitação", afirma Carlos Hegg. Neste ano de incertezas, porém, serão feitos apenas os investimentos para a manutenção das seis unidades do grupo. Cícero Hegg observa que os investimentos previstos a partir do próximo ano não visam apenas aumentar a capacidade de produção, mas também contemplam equipamentos e tecnologias para obter maior ganho de produtividade. Carlos acrescenta que o foco é em inovação, com a criação de novas categorias, como ocorreu no caso dos cremes de queijos. Hoje, o Tirolez atua principalmente no mercado doméstico, mas tem planos para a exportação. Da produção total de queijos, só 1% é exportado para mercados como Estados Unidos e países da África. Mas a meta, segundo Cícero Hegg, "é chegar a 10% no médio prazo". A empresa também tem três unidades habilitadas para exportar queijos à Rússia e espera que a recente abertura do mercado daquele país para o leite em pó brasileiro "alavanque a exportação de outros produtos lácteos, como queijo e manteiga". O Brasil já tinha 12 unidades habilitadas a exportar queijo e manteiga à Rússia (entre elas as três do Tirolez) e na semana retrasada Moscou autorizou outras 11 a exportarem esses produtos, além de leite em pó. Fundado há 35 anos, o Tirolez tem seis unidades ­ Tiros, Arapuá e Carmo do Paranaíba, todas em Minas Gerais, Monte Aprazível (SP), Lins (SP) e Caxambu do Sul (SC) e capta 800 mil litros de leite diariamente. É ainda distribuidor no Brasil do queijo fundido La Vache qui Rit (A vaca que ri) da francesa Bel.

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