CPT - Centro de Produções Técnicas

O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindileite), Valter Antonio Brandalise, informou segunda-feira (23) que 100% na coleta de leite em Santa Catarina está interrompida por falta de transporte, pela greve de caminhoneiros. Até as 17h desta segunda, caminhoneiros já bloqueavam 15 pontos em rodovias federais em Santa Catarina. As BR-470, BR-280, BR-282, BR-163, BR-158, BR-153 e BR-116 foram prejudicadas. Essas estradas são importantes para o escoamento da produção de diversos tipos de cargas, incluindo o leite. O trânsito foi compeltamente fechado em São José do Cedro na BR-163, segundo a Polícia Rodoviária Federal. O protesto dura seis dias e o abastecimento de produtos foi prejudicado. Segundo o presidente do Sindileite, falta caminhões para coletar o produtos nas produções rurais, nos postos de resfriamento e também para levar da indústria para o mercados. O presidente ainda calcula que o setor leiteiro já amargue um prejuízo de R$ 1 milhão. &quot;Há 20 bi trens carregados de leite parados em Xanxerê [Oeste catarinense]. Não sabemos se a carga vai se salvar. Só esse volume é de R$ 1 milhão&quot;. Com a suspensão da coleta no campo, o prejuízo pode ser de, pelo menos, R$ 10 milhões por dia. Em Santa Catarina, 70% da produção de leite de Santa Catarina se concentra na região Oeste do estado, onde estão ocorrendo a maior parte dos bloqueios de caminhões. <b>Nota</b> De acordo com o Sindileite, todas as indústrias do estado suspenderam a coleta de leite no campo. &quot;Esta decisão foi tomada em virtude dos bloqueios das estradas, a impossibilidade de coletar o leite e levá-lo até as indústrias, falta de caminhões, caminhões presos em bloqueios, produto final impossibilitado de chegar ao mercado, alto custo da operação, perda de matéria-prima e a insegurança estabelecida em praticamente todas as regiões produtoras do estado&quot;, detalha a nota enviada pelo Sindicato. &quot;Enquanto não houver uma solução para esta situação, não temos mais condições de manter as atividades que deverão ser retomadas assim que possível&quot;, afirma Valter Brandalise. &quot;O carregamento de leite está suspenso. Existe a perspectiva de falta leite e outros produtos no mercado. As cargas não estão passando nas barreiras&quot;, afirma a Sandra Bergamin, União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) (veja a entrevista completa acima). &quot;As indústrias não têm mais o que fazer. Começaram a utilizar rotas alternativas que também foram interrompidas. Alguns bloqueios são próximos ao portão das indústrias&quot;, detalha Valter. De acordo com secretário adjunto de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, o Governo de Santa Catarina deve tentar todas possibilidades de conversações. &quot;Esgotada as conversações o Estado tem obrigação de manter a ordem no território do Estado, temos que garantir o direito de ir e vir, vai ser cumprida a lei&quot;, afirmou o secretário.

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