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A Coca-Cola deverá entrar em breve no mercado de produtos lácteos no Brasil. Ontem, a companhia, através da Leão Alimentos, e a mineira Laticínios Verde Campo, sediada em Lavras (Sul de Minas), anunciaram que assinaram um contrato de intenções com cláusula de compra. Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a possível operação. Porém, as empresas informam que as negociações ainda estão em curso e não têm prazo estabelecido para a conclusão. Em nota conjunta, as empresas afirmam que os valores e conceitos dos fundadores da Verde Campo sobre inovação e qualidade estão alinhados com o que o Sistema Coca-Cola oferece aos seus consumidores. “Se concretizada essa negociação, o Sistema Coca-Cola Brasil irá inaugurar sua entrada em produtos refrigerados, abrindo oportunidades para no futuro ampliar sua atuação em novos segmentos de bebidas”, informa. A empresa mineira tem 15 anos de mercado. A Verde Campo produz iogurtes e queijos. “Já consolidada no mercado de diet e light, a companhia é pioneira e líder absoluta em produtos lácteos sem lactose, sendo proprietária da marca Lacfree”. O laticínio vem investindo em sua expansão. Em outubro, por exemplo, o presidente da Verde Campo, Alessandro Rios, informou, em entrevista ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, que a empresa mantém um plano de aportes de R$ 15 milhões para ampliar a capacidade. O chief executive officer (CEO) da Coca-Cola Femsa, John Santa Maria, já havia demonstrado interesse em atuar nesse segmento no Brasil em agosto, durante a inauguração da fábrica da companhia em Itabirito, na região Central do Estado. Cade – A Superintendência Geral do Cade aprovou, sem restrições, o ato de concentração entre a Leão Alimentos e Bebidas Ltda., Laticínios Verde Campo Ltda. (LVC) e Verde Campo Comercial e Logística Ltda. (VCC). O despacho com a aprovação foi publicado ontem no “Diário Oficial da União”. Segundo informações disponibilizadas pelo Cade sobre a operação, trata-se da aquisição por parte da Leão da totalidade das quotas representativas do capital social da LVC. Além disso, a operação contemplará a transferência para o Grupo Coca-Cola, no todo ou em parte, das atividades de logística e comercialização, hoje realizadas pela VCC. A avaliação da superintendência do Cade foi de que a transação não resulta em sobreposição horizontal ou integração vertical “visto que o Grupo Coca-Cola não atua no mercado de produtos derivados do leite ou no mercado de captação de leite in natura”.

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