CPT - Centro de Produções Técnicas

O Instituto Gaúcho do Leite (IGL) divulgou nesta sexta­feira um amplo perfil do setor leiteiro do Estado, incluindo número de criadores, tamanho do rebanho, volume e destino da produção. É o primeiro levantamento feito pela entidade e servirá como base para a elaboração de políticas específicas para o setor e para auxiliar no combate às adulterações flagradas desde maio de 2013 pela operação “Leite Compen$ado”, do Ministério Público Estadual, disse o diretor­executivo Oreno Ardêmio Heineck. “A pesquisa fez uma radiografia do setor município por município”, comentou o diretor do IGL, que reúne 35 entidades vinculadas à atividade. Segundo ele, o instituto já propôs dois projetos de lei que aumentam o controle e as punições em caso de fraudes no transporte e na comercialização do produto in natura, etapas que concentram boa parte das irregularidades detectadas pela “Leite Compen$ado”. Um está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa e outro está sob análise da Secretaria da Agricultura. Conforme o levantamento, o Rio Grande do Sul tem 198,8 mil criadores de gado leiteiro. Destes, 84,5 mil são responsáveis por 91,3% da produção anual de 4,6 bilhões de litros de leite do Estado (numa média de 12,62 milhões de litros por dia) e vendem a matéria-­prima para indústrias, cooperativas, queijarias ou fazem o processamento em instalações próprias submetidas aos serviços de inspeção sanitária. Outros 101,4 mil criadores produzem leite para consumo familiar e 12,1 mil vendem leite cru ou derivados lácteos diretamente aos consumidores. A produção e a venda de leite e derivados “na informalidade” são traços culturais comuns em muitas regiões, “mas estes produtores fazem o mesmo controle de qualidade que os que vendem para a indústria”, diz o assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag), que integra o IGL, Márcio Langer. O estudo mostra ainda que apenas 60,6% do total dos produtores dispõem de “local adequado para ordenha higiênica”, com piso lavável, cobertura, paredes e água disponível para limpeza da área. O rebanho estadual soma 1,428 milhão de vacas leiteiras, com uma produtividade média de 10,6 litros por dia. Os animais dos produtores com agroindústria própria legalizada chegam a 15,8 litros por dia, e os dos criadores que vendem a produção para as indústrias alcançam 11,7 litros por dia, segundo o IGL.

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