CPT - Centro de Produções Técnicas

As atividades das cooperativas Agropecuária Castrolanda, Batavo Agroindustrial e Capal, em Itapetininga, devem começar na próxima semana e estão mexendo com o mercado produtivo de leite na região. A procura pelo programa Cati Leite – programa da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) – aumentou consideravelmente (ver reportagem nesta página) e o grupo de cooperativas, todas com sede no Paraná, trabalham diretamente com os produtores rurais da região para assegurar que os padrões de qualidade sejam mantidos. Desde abril, o grupo administra a Cooperativa de Laticínios de Sorocaba (Colaso) e trabalha diretamente com seus fornecedores. Segundo a Castrolanda, atualmente são cerca de 400 produtores fornecendo leite para a planta local. A estimativa é que, até o final do ano, sejam 600 propriedades aptas a vender matéria prima para o grupo. As cooperativas Batavo e Castrolanda investem R$ 120 milhões para construir a primeira unidade de beneficiamento de leite (UBL) das empresas fora do Paraná. Gerente para a área de Negócios Leite da Castrolanda, Henrique Junqueira, explica que as cooperativas, por meio da Colaso, lançarão uma política de remuneração ao produtor tendo como base a quantidade e a qualidade do leite por ele oferecido. "Isso vai levar para o campo a mensagem de transparência e estimular os produtores a consultarem assistência técnica para suas propriedades", comenta o gerente. Ele destaca que o grupo tem promovido a abertura de estabelecimentos fornecedores de insumos para a os criadores de gado leiteiro. "A ideia é organizar a cadeia produtiva. Os insumos oferecidos são vários, como ração concentrada, medicamentos e insumos agrícolas para a qualidade do pasto." Para fornecer às cooperativas é necessário que os produtores atendam, no mínimo, as normas definidas pelo Ministério da Agricultura por meio da instrução normativa número 62. O perfil dos produtores na região reflete a realidade encontrada em todo o País, diz o gerente de Suprimentos Lácteos da Castrolanda, Ênio Andrade. Segundo ele há desde propriedades que atendem todas as exigências para ser fornecedora do grupo até outras que, apesar do potencial, ainda necessitam fazer ajustes e adequações à produção. Para as orientações técnicas, continua, se trabalha em três frentes procurando melhorar a alimentação e a genética dos animais, além de fazer o controle de qualidade do leite produzido. No ramo de laticínios há 18 anos, a produtora rural Maria Zulmira Oliveira Ferreira, ainda não sabe se a chegada das cooperativas paranaenses, que assumiram a administração da Colaso, será benéfica ou prejudicial para os produtores. Ela afirma que a produção de leite não é uma atividade rentável e os proprietários encontram dificuldades de manter-se no mercado. "Eu quero acreditar que essa mudança vai valer a pena mas ainda é muito cedo para avaliar", comenta. Como ponto positivo da chegada do grupo de cooperativas, a produtora cita a assessoria técnica dada por eles. Entre os aspectos negativos, ela aponta a exigência do controle de qualidade feito pelos próprios produtores, o que encareceu os custos. "Antes as análises do produto eram feitas pela Colaso, agora somos nós que temos que fazer esse controle", pondera. Maria espera que o ganho em produtividade compense o aumento dos gastos com a produção. A propriedade de Zulmira faz parte do programa Cati Leite, desenvolvido pela Cati de Itapetininga. Na propriedade de Maria Zulmira o programa é aplicado há seis anos aproximadamente, o que aumentou em 40% o volume de leite produzido e, como ela destaca, com um número menor de animais. Depois do programa Maria conseguiu melhorar a qualidade do solo e, consequentemente, do pasto consumido pelas vacas. "Passamos a fazer a análise do solo e fazer as correções necessárias". Com a chegada das cooperativas paranaenses e as exigências para a produção, a produtora acredita ter aumentado ainda mais a necessidade de buscar ajuda dos técnicos da área. "A gente pensa que está fazendo tudo certo e vemos que ainda há muito o que melhorar", diz. Desde 2011 As cooperativas Batavo e Castrolanda iniciaram a parceria intercooperativas em 2011, quando foi inaugurada a indústria de leite da Batavo em Ponta Grossa, no Paraná, com a marca Frísia. Desde então, as duas indústrias de leite, Frísia e UBL Castrolanda, passaram a atuar juntas no mercado de lácteos, com força estratégica para adaptar-se não somente às novas exigências dos consumidores e necessidades específicas nutricionais do produto, mas também aos aspectos relacionados à conveniência. Durante o ano passado, as duas unidades de leite possuíam capacidade total de beneficiamento de dois milhões de litros de leite ao dia, nas duas plantas localizadas em Ponta Grossa e Castro. O faturamento anual do negócio leite atingiu cerca de R$ 700 milhões em 2012. Em Itapetininga, a fábrica ficará em uma área de 26 alqueires, na rodovia Francisco Pontes (SP-127).

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here