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Os criadores da região de Guarapuava, no Paraná, estão preocupados com a quantidade de casos de tuberculose bovina. Muitos animais foram sacrificados e agora os esforços são para prevenir que a doença se espalhe. Recentemente Daniel de Weber teve que sacrificar uma vaca por causa da tuberculose bovina. Foi o quarto animal que ele perdeu com a doença. O pecuarista não foi o único que registrou perdas na região de Guarapuava, no ano passado, Alisson Rickle sacrificou 42 vacas com tuberculose. Agora, para não ver a história se repetir, Alisson começou a fazer exames nas 200 cabeças de gado da família. O exame tem que ser feito, pelo menos, uma vez por ano e demora menos de 10 minutos em cada animal. De acordo o último estudo feito pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), as regiões de Guarapuava, Laranjeiras do Sul e Ponta Grossa apresentam o maior número de casos registrados de tuberculose. Além do temor de novos casos surgirem no Paraná, outro fator que preocupa é que a tuberculose bovina pode ser transmitida para o ser humano se ele consumir leites ou derivados contaminados. “Existe o alerta para a população não ingerir leite cru, que não passou por processo de pasteurização, como também os subprodutos. Muitas pessoas compram esses produtos informalmente e podem se contaminar”, explica Rodrigo Córdova, chefe da Vigilância Sanitária de Guarapuava. Para continuar fornecendo leite para os laticínios e agroindústrias, os criadores do Paraná têm até o fim de maio para comprovar que o rebanho está livre da tuberculose. A Agência Agropecuária do Estado vai indenizar os criadores que sacrificarem animais.

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