CPT - Centro de Produções Técnicas

As 13 maiores empresas de lácteos do país captaram 9,410 bilhões de litros de leite em 2014, um incremento de 8,9% em relação aos 8,637 bilhões de litros do ano anterior, de acordo com o último ranking da Leite Brasil ­associação que reúne produtores do país. O crescimento da captação por essas empresas superou o da produção nacional inspecionada, que ficou em 5% em 2014, conforme o IBGE, e alcançou 24,741 bilhões de litros. Mais uma vez, a DPA ­ parceria agora desfeita entre Nestlé e Fonterra na captação de leite ­ foi a primeira no ranking, com captação de 2 bilhões de litros em 2014. Mas o volume ficou 1,6% abaixo do ano anterior. A razão para a queda, segundo a Nestlé, foi exatamente o fim da parceria na DPA, anunciada em meados do ano passado. Em segundo lugar no ranking ficou a BRF, que já ocupava o mesmo posto no levantamento anterior. A empresa, que em setembro de 2014 vendeu sua área de lácteos para a francesa Lactalis, captou 1,424 bilhão de litros ano passado, aumento de 3,4% sobre 2013. A venda da divisão de lácteos para a Lactalis foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em abril, e a BRF não fará parte do próximo ranking. Analistas ainda não arriscam palpites sobre que lugar a Lactalis ocupará no levantamento deste ano ­ caso divulgue os dados de captação. Estimativas com base na aquisição de leite da BRF e da capacidade de processamento das unidades adquiridas pela Lactalis da LBR­Lácteos Brasil ano passado indicam que a francesa poderia ter uma captação anual de mais de 1,9 bilhão de litros. Conforme o ranking da Leite Brasil, a mineira Itambé e o Laticínios Bela Vista mantiveram o terceiro e quarto lugares na captação em 2014. O levantamento da Leite Brasil traz uma novidade em relação ao ranking anterior: a inclusão da Aurora Alimentos, que pela primeira vez divulgou seus números e ficou em sétimo lugar entre as 13, "empurrando" seis empresas para postos mais ao fim da lista. A central de cooperativas captou 518,9 milhões de litros no ano passado, um incremento de 3,9% sobre 2013. O presidente da Aurora Mário Lanznaster afirma que a captação da central este ano deve ficar estável, uma vez que o consumo retraído e os preços desestimulam o aumento do processamento de leite. "Iríamos investir em mais uma linha de leite longa vida este ano, mas vamos deixar para 2016". Segundo ele, embora haja disponibilidade de leite ­ já que a produção tem crescido na região Sul do país ­ a Aurora irá vender matéria­prima excedente para terceiros. A nova linha de longa vida planejada pela Aurora demandaria R$ 40 milhões para uma capacidade de processamento de 330 mil litros de leite por dia.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here