CPT - Centro de Produções Técnicas

A inauguração da nova unidade fabril da Cooperativa Agropecuária Ltda de Uberlândia (Calu), no Triângulo Mineiro, será um dos principais fatores para que o faturamento da cooperativa encerre 2015 com aumento de 20%. No ano passado, a meta de crescimento, estimada inicialmente em 6%, não foi alcançada devido à economia instável e ao maior comprometimento da renda das famílias, o que reduziu a demanda pelos produtos. Mesmo assim, a Calu encerrou o exercício com aumento de 2% no faturamento, que ficou em R$ 142 milhões. O índice de conclusão das obras do novo laticínio está em 95% e a expectativa é iniciar a produção nos próximos 40 dias. De acordo com o presidente reeleito da Calu, Cenyldes Moura Vieira, que ficará frente à cooperativa pelos próximos quatro anos, as expectativas em relação a 2015 são positivas, mas a cautela deve ser mantida em função do atual cenário econômico, que vem comprometendo o poder de compra das famílias e provocando queda no consumo de produtos lácteos. Além disso, segundo ele, a margem das indústrias ficou menor, isso porque o aumento dos preços pagos aos produtores de leite, ao longo de 2014, e o consumo menor que o esperado, impediram que boa parte do aumento dos custos fosse repassado para o mercado final. Mesmo cauteloso, Vieira, acredita que com o início das operações da nova unidade fabril será possível ampliar os resultados com o aumento da produção, do portfólio e da eficiência. Também é meta da nova diretoria, a reformulação da área comercial da empresa, considerado fundamental para ampliar o mercado de atuação e, conseqüentemente, as vendas. <b>Cautela</b> "O cenário para os produtos lácteos ainda é muito instável e estamos buscando entender o mercado, por isso, o momento é de cautela nos planejamentos. Entre o final de 2014 e início deste ano as indústrias acumularam estoques altos em função da queda do consumo, a economia desfavorável e ao período de férias escolares", diz. A queda do consumo no final de 2014, segundo o dirigente, fez com que a meta de crescimento da cooperativa não fosse totalmente alcançada. "No momento atual, os estoques estão menos elevados e o mercado voltando aos patamares normais, mesmo que de forma mais lenta", avalia. A grande aposta da Calu para este ano é a entrada em operação da nova unidade abril, que demandou investimentos da ordem de R$ 40 milhões e terá capacidade produtiva de 400 mil litros de leite ao dia. Hoje o processamento gira em torno de 100 mil litros. A fábrica está localizada no Distrito Industrial de Uberlândia, em terreno de 64 mil metros quadrados, sendo que 10 mil metros quadrados de área construída. A expectativa é gerar 300 empregos diretos e 1,5 mil indiretos. Com o investimento, conforme Vieira, será possível ampliar o volume de produção dos itens que estão no mercado e também expandir para os queijos finos, leite longa vida e doce de leite. O portfólio da cooperativa é composto por iogurtes, requeijão, mussarela, ricota, manteiga, leite pasteurizado. Produção – A nova planta se econcontra com 95% das obras concluídas. O início da operação será gradativo, já que vários equipamentos da antiga unidade de laticínikos serão reaproveitados. "Vamos começar com a produção de leite pasteurizado e acredito que em cinco ou seis meses todos os processos industriais estejam concentrados na nova fábrica", ressalta Vieira. Outro projeto a ser desenvolvido nos próximos anos é a construção de uma unidade de armazenamento de ração ensacada e a granel em Monte Alegre de Minas, também no Triângulo Mineiro. Na primeira fase serão investidos cerca de R$ 200 mil. O início das obras depende da conclusão do processo de regulamentação de documentos da Prefeitura de Monte Alegre, responsável pela doação do terreno que abrigará o empreendimento. O projeto da Calu será dividido em três fases em que, além da instalação de um centro de armazenamento, também serão construídos silos para estocagem de grãos, como milho e soja, e na última etapa a construção de uma fábrica própria de ração.

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