CPT - Centro de Produções Técnicas

A Cooperativa Agropecuária Ltda. de Uberlândia (Calu), localizada no Triângulo Mineiro, em função da crise econômica brasileira, adiou a inauguração da indústria, onde foram investidos R$ 40 milhões, para o primeiro trimestre de 2016. Outro impacto causado pelo cenário negativo foi no faturamento da Calu, que ficará 10% menor em 2015. A previsão inicial era crescer 20% no ano. O adiamento da inauguração da fábrica e a dificuldade de repassar os aumentos dos custos de produção para o mercado são fatores que provocaram o recuo nos resultados. De acordo com o presidente da Calu, Cenyldes Moura Vieira, a nova indústria deve ser ativada somente entre fevereiro e março. A unidade é considerada fundamental para a evolução da cooperativa, que além de ampliar a capacidade produtiva, diversificará as linhas de produção e terá custos menores devido a maior eficiência. “Ao longo de 2015 enfrentamos dificuldades de acesso ao crédito, cuja liberação foi mais demorada que o planejado. Com isso, as obras de conclusão atrasaram e pretendemos inaugurar a indústria entre o final de fevereiro e o início de março de 2016”, ressalta. A nova unidade fabril demandou investimentos da ordem de R$ 40 milhões e terá capacidade produtiva de 400 mil litros de leite ao dia. Hoje o processamento de leite na Calu gira em torno de 100 mil litros diários. A fábrica está localizada no Distrito Industrial de Uberlândia, em uma área de 64 mil metros quadrados, deste total, 10 mil metros quadrados são de área construída. Com o investimento será possível ampliar o volume de produção dos itens que estão no mercado e também expandir para os queijos finos, leite longa vida e doce de leite. O portfólio da empresa é composto atualmente por iogurtes, requeijão, muçarela, ricota, manteiga, leite pasteurizado entre outros. Expectativa – “A nossa expectativa em relação à indústria é muito grande, esperamos ampliar nosso faturamento, a nossa produção e a nossa margem de lucro, o que será alcançado com novos produtos e a redução do custo de produção em função da maior eficiência. Em relação a 2016, estamos cautelosos pelos rumos incertos da economia, mas estamos fazendo o dever de casa”, disse Moura. A expectativa era encerrar o ano com incremento de 20% sobre o faturamento de R$ 142 milhões obtidos em 2014. Porém, os efeitos da crise econômica nacional impediram a concretização dos planos e a Calu deve encerrar o período com queda de 10% no faturamento. “2015 foi um ano desfavorável tanto para os pecuaristas de leite como para a indústria. Os preços pagos pelos produtos lácteos ficaram bem próximos aos de 2014, porém, se levarmos em conta a inflação acumulada no ano o setor acumulou prejuízos”, explicou Moura. De acordo com os dados da Calu, o preço do longa vida, na média dos primeiros 10 meses, ficou em R$ 2,13, mesmo valor praticado em 2014. No caso da muçarela o quilo que em 2014 era negociada a R$ 14,35 foi negociado na média até outubro a R$ 14,9. O valor do leite pago ao produto na média de 2014 foi de R$ 1,05 e de R$ 1,06 no primeiro 10 meses de 2015. Preços – “A estagnação dos preços prejudicou toda a cadeia. Além da inflação, tivemos os custos alavancados com a desvalorização do real frente ao dólar e não conseguimos repassar esta diferença para o mercado final, já que o consumidor está com o poder de compras menor em função do aumento da inflação e do desemprego. Com isso, trabalhamos com os custos elevados e a margem de retorno comprometida”, observa.

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