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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reconheceu, nesta quarta-feira, 8, o pedido de consulta apresentado pelas cooperativas Castrolanda, Capal e Batavo sobre a formação de uma joint venture para atuar no mercado de produtos industrializados de carne. O reconhecimento, contudo, não significa que o Cade deu aval para a união das empresas. "Conheço a consulta e afirmo que se as empresas tiverem participação de mercado acima de 20% elas terão de notificar a operação", disse o presidente do Cade, Vinícius Marques de Carvalho. As cooperativas disseram não deter participação acima de 20% no mercado em que a joint venture atuará. Caso elas controlassem essa fatia de mercado, conforme previsto na Lei 12.529/2011, o Cade precisaria decidir se a empresa poderia ser efetivada. No documento apresentado pelas empresas, elas afirmaram que a união "não resulta na redução da concorrência" e que a aproximação visa a "explorar uma nova atividade". O conselheiro Gilvandro Araújo, contudo, alertou para o "risco" de a operação ser denunciada ao Cade, o que pode levar à abertura de um processo para averiguar eventual concentração de mercado. A união entre as empresas não envolve compra de participação acionária. As cooperativas afirmaram que uma unidade industrial de carnes da Castrolanda será ampliada a partir de investimentos realizados pela Batavo e a Capal. Entre os argumentos de defesa apresentadas ao Cade, as cooperativas sustentaram que a formação de uma empresa entre elas resultará na "promoção de uma melhor sinergia operacional, igualdade da política de distribuição de resultados aos cooperados e rateio das sobras remanescentes".

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