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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda de ativos tangíveis e intangíveis (marcas) da LBR Lácteos Brasil S.A., que está em recuperação judicial, para o grupo CBA, dono da empresa de cestas básicas e natalinas CBA Soluções em Benefício Alimentação. Segundo despacho publicado no “Diário Oficial da União” desta terça-feira, a Superintendência-Geral da autarquia não fez restrições à operação. A LBR resultou da união das marcas Bom Gosto, Líder e LeitBom em 2010. Em 2013, apresentou à Justiça de São Paulo pedido para entrar em recuperação judicial. Nesse processo, para pagar seus credores, negociou com o grupo CBA a venda de parte de suas unidades de produção e de marcas por R$ 68 milhões. O negócio agora aprovado pelo Cade inclui a marca Bom Gosto e ativos e marcas das unidades de produção São Gabriel e Cedrense, localizadas respectivamente em São Gabriel do Oeste, no Estado de Mato Grosso, e Gaurama, no Rio Grande do Sul. Inclui ainda os ativos da unidade de São Luiz de Montes Belos, em Goiás. O grupo CBA também produz e comercializa derivados do leite, mais especificamente leite em pó, manteiga e queijo, por intermédio de duas empresas, a Mercúrio Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda. e a Palatte Comércio, Importação e Exportação Ltda. Mas a aquisição de ativos e marcas da LBR está sendo feita por intermédio de outra empresa do grupo, a Colorado Imóveis e Participações Ltda.. Na documentação entregue ao Cade, as partes pediram que a operação fosse aprovada em rito sumário, por considerarem “irrelevante” a sobreposição horizontal de atividades que dela resultará nos mercados de leite em pó, manteiga e queijo. A representatividade da Palatte e da Mercúrio no setor de lácteos “é tímida”, argumentaram. Em outro despacho resumido publicado hoje, a Superintendência-Geral do Cade informou ter aprovado também uma operação de venda de ativos envolvendo a LBR e a Laticínios Bela Vista Ltda., dona da marca Piracanjuba. Mas, até há pouco, a documentação com os detalhes desse processo ainda não tinha sido disponibilizada ao público pela autoridade antitruste. Em correspondência enviada em julho à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, a Bela Vista informou ter oferecido R$ 7,5 milhões pela marca LeiteBom.

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