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A BRF anunciou, nesta sexta-feira (26/2), um lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no ano passado, um crescimento de 46% em relação ao registrado em 2014. O valor representa a soma do resultado dos negócios atuais da empresa (R$ 2,928 bilhões) além da entrada de R$ 183 milhões com a venda das operações de lácteos. A receita operacional líquida (excluídos os custos) foi de R$ 32,1 bilhões, valor 11% maior que o registrado em 2014. Na mesma comparação, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) teve expansão de 21,9% (R$ 5,7 bilhões). A companhia menciona a expansão dos negócios no exterior entre os principais motivos do resultado. A participação dos mercados externos na receita líquida passou de 47% para 50%, em um ano marcado também por aquisições. A representatividade das operações internacionais em 2015 foi a maior desde 2009, quando chegou a 59%. A alta dos preços médios influenciou o desempenho fora do Brasil, aponta o balanço. Em 2015, o volume comercializado de produtos in natura (bovinos, suínos e aves) caiu 5,7% em relação a 2014, para 1,717 milhão de toneladas enquanto a receita subiu 17,6%, para R$ 12,225 bilhões. Nos processados, a quantidade foi de 403 mil toneladas (-6,3%) com faturamento de R$ 3,883 bilhões (+23,8%). Oriente Médio e África foram as maiores fontes de receita externa. Contabilizadas em conjunto, as duas regiões faturaram com R$ 7,097 bilhões (+24,2% em relação a 2014). Na Europa, a BRF faturou R$ 3,640 bilhões (+17,68%); na Ásia, R$ 3,290 milhões (+7,06%). E na América Latina, a receita foi de R$ 2,132 bilhões (+24,89%). Nesta região, o resultado teve influência da “melhora do mix de produtos na Argentina” e de volumes vendidos em novos mercados, como o México. “Mesmo com a pressão exercida pelo cenário de retração da economia brasileira e variação cambial, mantivemos o crescimento de vendas e obtivemos uma performance acima do esperado nos mercados internacionais”, avaliaram o presidente do Conselho de Administração, Abílio Diniz, e o CEO Global da companhia, Pedro Faria, em comunicado. No mercado brasileiro, a receita líquida foi de R$ 16,038 bilhões (+3,98% em relação a 2014). O crescimento dos pontos de venda ajudou no resultado, informa a companhia. Especialmente com a comercialização de produtos de maior valor agregado, que cresceram 7,4% e totalizaram R$ 12,2 bilhões. Em volume, o avanço foi de 4,92% para 1,7 milhão de toneladas. De acordo com a BRF, o retorno da Perdigão ao mercado contribuiu com o desempenho interno. A comercialização de produtos da marca havia sido suspensa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na época da fusão com a Sadia que deu origem à empresa, em 2009. Já a comercialização de produtos in natura caiu 1,9%, para R$ 3,027 bilhões. A receita neste segmento sofreu o impacto do preço médio de R$ 6,06 o quilo, 3,5% mais baixo que o de 2014. O volume vendido foi 1,6% maior de um ano para outro e chegou a 499 mil toneladas. <b>Trimestre</b> Considerando só o quarto trimestre de 2015, o lucro líquido da BRF foi de R$ 1,4 bilhão, aumento de 42,8% em comparação com o mesmo período no ano passado. A receita líquida foi de R$ 9 bilhões, 11,3% a mais que no intervalo de outubro a dezembro de 2014.

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