CPT - Centro de Produções Técnicas

Com 3 milhões de litros de leite processados por dia e que se transformam em mais de cem tipos de produtos, o Laticínios Bela Vista, aos 60 anos, não parou de investir, o que fez a companhia crescer com as fábricas – uma em Bela Vista (GO), outra em Maravilha (SC) e a terceira em Governador Valadares (MG) – esta última inaugurada há um ano. Assim, a empresa dos irmãos Cesar e Marcos Helou atingiu uma capacidade instalada de 5 milhões de litros de leite a serem processados por dia. “As fábricas têm capacidade para os próximos cinco anos”, comemora Cesar Helou, que soube aproveitar muito bem os juros baixos oferecidos no passado pelo BNDES para expandir o negócio familiar. E, mesmo num mercado em crise, a companhia vai crescer em torno de 15% a 16% no faturamento neste ano, alcançando os R$ 2,4 bilhões ante os R$ 2,1 bilhões de 2014. “As margens de lucro baixaram muito, tínhamos um ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 8% a 12%, e, neste ano, ele vai ficar em torno de 7%. Fechamos bem o resultado, mas gostamos de crescer, e, para crescer, tem que ter lucro”, explica Helou, que reinveste 100% do que ganha no laticínio. Contratações. Quinta maior empresa do país no setor de lácteos, o Bela Vista, com sede em Goiás, fez muitas contratações até o ano passado. “Em cinco anos saímos de mil colaboradores para 2.000 pessoas por conta da ampliação das fábricas e da abertura da unidade de Governador Valadares”, calcula o diretor de relações institucionais do laticínio. Agora, o que tem preocupado Helou é o aumento do índice de desemprego no país. “Com desemprego alto, é perigoso o consumidor diminuir o consumo de leite. O consumo de alimentos básicos, caiu, mas pouco. Agora, se faltar emprego no ano que vem, cai o consumo de arroz, leite, feijão, mas, se Deus quiser, isso não vai acontecer”, acredita. O início. Quando a família Helou assumiu o Laticínios Bela Vista, em 1974, Cesar conta que era tudo bem pequeno com o processamento de 2.000 litros de leite por dia e a produção de 200 kg de produtos entre queijo e manteiga. “E aí fomos crescendo, devagarinho, mas de forma constante”, conta. No começo, Helou lembra-se de que não havia plano de crescimento, o que só foi possível fazer a partir de 1994, com o Plano Real, quando a empresa já produzia itens a partir de 30 mil litros de leite por dia. “E aí decidimos investir no laticínio. Então, fechamos as duas pequenas fábricas e inauguramos uma nova planta em 1998, que fica em Bela Vista, e, de lá para cá, o nosso crescimento foi mais acelerado porque começamos a fazer produtos melhores, certificados, entramos na produção de leite longa vida e de leite em pó”. E, a cada ano, a empresa tem recebido um volume de investimento. “Tem ano em que são investidos R$ 20 milhões, em outro são R$ 100 milhões, isso varia muito. A cada ano é um tanto”, calcula Helou. Quanto aos projetos futuros, o executivo conta que a marca prima muito pela inovação, então são várias viagens feitas pelo mundo em busca de ideias – que nem sempre se adaptam ao brasileiro, como Helou admite, mas que “abrem a cabeça”. <b>Piracanjuba</b> Origem. O Laticínios Bela Vista nasceu na cidade de Piracanjuba, em Goiás, em 1955. Com um portfólio com mais de cem produtos, eles são distribuídos nas marcas Piracanjuba e Pirakids, vendidos em todo o país. <b>Fábrica em Minas teve R$ 60 milhões</b> Para a terceira unidade do Laticínios Bela Vista, a família Helou escolheu Governador Valadares, na região do Rio Doce, em Minas Gerais. “É uma fábrica que era para 300 mil litros de leite por dia, e compramos equipamento para 500 mil litros de leite por dia. Agora, estamos trabalhando com 220 mil litros e daqui a três anos chegaremos a esses 500 mil litros”, projeta o diretor de relações institucionais do Bela Vista, Cesar Helou. Na área em que havia uma antiga fazenda, a escolha de Governador Valadares foi devido à boa localização geográfica. “Houve um incentivo que toda indústria de laticínio tem em imposto. O governo dá um crédito de ICMS como dá para todo mundo”, explica Helou. Mas o empresário diz que o mercado mineiro é difícil, pois tem muita produção, e grande parte dos produtores de lácteos quer vender para Minas. A fábrica de Governador Valadares atende Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.

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