CPT - Centro de Produções Técnicas

De acordo com números divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), de janeiro a maio deste ano, o faturamento das exportações brasileiras de produtos lácteos aumentou 45%, comparado ao mesmo período de 2005. Nos primeiros cinco meses do ano passado, os embarques somaram o equivalente a US$43,29 milhões, enquanto que em 2006 foram US$62,78 milhões. Já é pouco mais do que a receita obtida de janeiro a julho de 2005. Em volume, as exportações no acumulado de 2006 foram 33,1% maiores, comparando com o mesmo período de 2005. Assim, parece que houve uma valorização do produto brasileiro no mercado externo. Mas não é bem assim. Na verdade, se forem analisados os embarques em equivalente litros de leite, ou seja, quantos litros de leite foram necessários para produzir todos os produtos vendidos, este ano o Brasil precisou de cerca de 41% mais em relação a 2005 (janeiro a maio). Então houve sim uma valorização dos produtos nacionais, mas não tão grande como parece quando analisa-se apenas os produtos acabados. O que aconteceu foi que houve um aumento significativo no volume de leite utilizado para a produção de leite em pó e de manteiga destinados a exportação. São produtos que exigem muita matéria-prima, ou seja, para se produzir um quilo de leite em pó, por exemplo, são necessários cerca de 8 litros de leite in natura, e para um quilo de manteiga, cerca de 22 litros. O leite em pó foi responsável por mais de 77% do faturamento obtido até maio. Manteiga, ainda é pouco significativo, com 3,3%. Mas em 2005 foi de 0,12%, no mesmo período. Essa variação de um ano para o outro representa cerca de 22,6 milhões de litros de leite in natura a mais. No caso do leite em pó, o acréscimo representa 72 milhões de litros, nos cinco meses. E AS IMPORTAÇÕES? De janeiro a maio, o Brasil praticamente manteve estável o gasto com a importação de produtos lácteos, em relação ao mesmo período de 2005. Aumento de apenas 0,7%. Em volume, houve um recuo de 6,4%, passando de 32,3 mil para 30,2 mil toneladas de produtos lácteos. Do total importado, em volume, o produto com maior representatividade foi o leite em pó, com cerca de 58%. RESULTADO No acumulado desse ano, o superávit chega a US$7,9 milhões, pois houve aumento nas exportações e estabilidade nas importações. Lembrando que até 2003 o Brasil estava entre os maiores importadores de lácteos do mundo, e a partir de 2004 conquistou a posição de superavitário na balança comercial de lácteos. Analisando a balança comercial de lácteos em equivalente litros de leite, enquanto as vendas brasileiras foram de 305 milhões de litros, as compras somaram 147 milhões de litros. Ou seja, o Brasil precisou de duas vezes mais leite para produzir os produtos lácteos que foram enviados para o exterior do que a quantidade que importou. Assim, por mais que as importações tenham importância para o mercado doméstico, as vendas externas são ainda maiores em volume. O saldo é positivo, e com certeza, pode melhorar. (Fonte: Scot Consultoria)

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