CPT - Centro de Produções Técnicas

Durante a estação de chuvas, o volume de comida para o gado aumenta e, consequentemente, a produtividade também. Nesta época, é comum que o valor pago ao produtor de leite caia devido à oferta, mas para o especialista em mercado lácteo da Milkpoint, Valter Galan, a queda não deve ser muito expressiva nesta safra. “Este ano, tivemos diversos problemas relacionados à oferta de leite. Neste momento, no sudeste e centro­oeste, basicamente Minas e Goiás, não cresce tanto quanto o esperado. Então, acreditamos que os preços devam ceder um pouco, mas não tanto quanto naturalmente”, explica. Grande parte dos custos de produção de leite vem da alimentação do rebanho, que é constituída principalmente por farelo de soja e milho. Em 2015, a relação de troca entre o preço de leite e dos desses itens tem se mostrado desfavorável. A tendência é que esse cenário se estenda, pelo menos, até o primeiro semestre de 2016, deixando o pecuarista atento aos gastos com ração. A alta no dólar e a reação nos preços internacionais apresentavam um cenário positivo para as exportações, mas a situação mudou e tanto o câmbio quanto os preços recuaram novamente. Por isso, os especialistas estão reavaliando as perspectivas para o próximo ano. Atualmente, o país exporta para a Venezuela um volume de cinco a seis mil toneladas por mês, mas é uma negociação específica com preços bem diferentes dos praticados nos mercados internacionais. O que Galan não considera “sustentável a longo prazo”.

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