CPT - Centro de Produções Técnicas

O caso teve início em 2010 com a alegação de que níveis perigosos para a saúde de iodo foram adicionados aos componentes dos produtos derivados de leite de soja através de uma alga marinha denominada Kombu, com cerca de 500 pessoas a denunciarem problemas de saúde como resultado. Foi alegado que um copo de leite continha 50 vezes mais do que a dose diária recomendada de iodo. O distribuidor australiano e proprietário da marca, Spiral Foods, e as empresas japonesas Muso e Marusan Ai-Co aceitaram o acordo, mas sem admitirem responsabilidade no caso. Jacob Varghese, da firma de advogados Maurice Blackburn, indicou serem graves os problemas de saúde, como tiroide, daqueles que consumiram produtos da Bonsoy. "Acreditamos que se trata da maior indemnização por uma ação relativa a um caso de segurança alimentar na história da Austrália", afirmou num comunicado divulgado hoje. "Há cerca de 500 pessoas que estamos a representar nesta ação e todas foram gravemente afetadas de variadas formas", acrescentou. Erin Downie, uma das vítimas, disse que ficou doente pouco depois de ter tido a sua filha Mirakye em 2008, uma vez que começou a ingerir mais leite Bonsoy por acreditar nos benefícios para a amamentação, mas acabou por ir parar ao hospital com sintomas como palpitações cardíacas e perda de consciência. Downie perdeu a função muscular, ficando acamada e sem conseguir pegar na sua bebé, com a família a passar dificuldades financeiras devido à sua incapacidade para trabalhar e à necessidade de ter alguém que cuidasse de forma permanente dela. Varghese afirmou que a vitória legal surge como um aviso para os fabricantes de produtos alimentares: "Reforça quão importante é para as pessoas terem acesso a um mecanismo que as ajude a remediar um erro massivo e, durante o processo, a verificar a conduta empresarial".

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