CPT - Centro de Produções Técnicas

O visionário e empreendedor piauiense Delmar Siqueira Rodrigues está determinado a desenvolver uma ação na produção de leite e seus derivados, na região de Oeiras, a 279 km de Teresina, no Piauí. Ele acabou de montar uma loja completa de produtos pecuários, com foco na produção de gado leiteiro e retomou uma antiga fábrica de laticínios. Delmar Rodrigues, presidente da Associação das Indústrias de Laticínios no Estado do Piauí – AILEPI, se juntou a produtores de leite da região de Oeiras com a meta de tirar o Piauí da lanterna na produção de líquido, revigorando e fortalecendo a cadeia produtiva do leite naquela região, fomentando a comercialização local. Natural de São João da Varjota, o proprietário da fazenda Frade enxergou na produção de leite um ponto de equilíbrio para buscar o desenvolvimento na região, pela qual é um apaixonado. Sua preocupação foi muito além, e assim, junto com a Associação dos Pequenos Produtores de Laticínios encontrou uma forma de industrializar o produto não só da sua fazenda, mas de toda produção do entorno da microrregião de Oeiras. “Nós percebemos que a questão dos produtos lácteos no Piauí passam por dificuldade em toda a indústria e por isso junto com a Secretaria de Desenvolvimento Rural surgiu a ideia de montar AILEPI para assumir o desafio de tirar o nosso estado da lanterna na produção de leite per capita do Brasil”, ressaltou. O presidente observa que a conquista dessa batalha depende da participação de diversos setores como as demais empresas de laticínios do Piauí, Governo do Estado e demais órgãos. Segundo o produtor, as tecnologias e novas práticas são as únicas ferramentas capazes de aumentar a produtividade do campo e a inserção do leite em novos mercados. <b>Tecnologia e produtividade</b> Para ele, o desenvolvimento da bacia leiteira do Piauí vai acontecer através da aplicação de um conjunto de novas medidas tecnológicas. A primeira delas é redução do custo de produção e garantia de que o produto será vendido. Para isso, o produtor precisa de uma ração de qualidade para o rebanho, pensando nisso, abriu a empresa Max Campo, onde reuniu as melhores marcas e produtos que existem no mundo e fornecendo um pacote tecnológico capaz de melhorar a qualidade da produção do leite piauiense. “A partir de agora todos os produtores passam a ter um valor de uma distribuidora que traz produtos de marcas mundiais que vão possibilitar a implantação de novas ferramentas como a troca do arame farpado por um fio de cerca elétrica; assim como as novas sementes de capim que se adaptam a região e inseminação artificial sexuada que permite ao produtor determinar que o gado nasça fêmea”, elencou. Além dessas medidas para o avanço da produção de leite piauiense, também estão inseridos as metas de melhoramento do campo com um adubo e fertilizantes apropriados e metrificação do trabalho do pequeno produtor que vai passar a ter seu trabalho simplificado com medidas que podem melhorar e aumentar a sua produção. Delmar Siqueira pretende apoiar e capacitar os produtores no que se refere ao manejo alimentar, manejo sanitário, manejo reprodutivo e comercialização, contribuindo para reduzir custos e aumentar a produtividade. “Nós queremos difundir essas técnicas e divulgadas e por isso coloca a disposição todas essa assistência técnicas. Fizemos um acordo com as fabricantes desses produtos para que possam realizar capacitações constantes para todos nós produtores. Existe aptidão e vontade de fazer, mas falta conhecimento e estamos lutando para nosso desenvolvimento”, destacou. <b>Laticinistas como heróis</b> A paixão dos produtores por seu gado, trabalho e por sua terra é outro motivo que faz o também apaixonado Delmar Siqueira Rodrigues, se empenhar e engajar cada vez mais pelo crescimento da bacia leiteira daquela região que só vai chegar com o conhecimento e aplicação de novas tecnologias de produção. “Existe uma força e uma vontade dos laticinistas que são capazes de passar fome para não deixar seu rebanho sem comida que os torna verdadeiros heróis na busca de ver sua produtividade aumentar”, acrescentou. Ele cita que visitou e conheceu o sucesso que o Acre está fazendo com a produção de leite com um trabalho realizado há mais de 12 anos. “Precisamos entender como eles fizeram e ‘piauizar’ esse processo. Não vai ser igual, mas é necessário entender esse processo. Existe muito caminho para fazermos”, observou. A capacidade territorial e abastecimento de água é um dos pontos fortes do Piauí, segundo o empreendedor, já que um produtor em Pesqueira, no Pernambuco consegue sem uma gota de água na sua fazenda produzir 11 mil litros de leite por dia com abastecimento de água das vacas feito através de carro pipa. “Nada nos impede o que faltava era alguns pontos de ignição desse processo, pois temos todas as condições de sair do déficit atual. Nosso clima é favorável e temos água para abastecer nosso rebanho”, afirma. <b>Capim deve ser bem cuidado</b> Delmar Rodrigues lembra que o manejo do gado interfere de forma significativa na qualidade final do leite e, por isso, o capim deve ser tratado com excelência para oferecer uma alimentação mais rica. Ele defende que os produtores não devem se intitular como produtor de leite, mas como “agricultor de capim”. “Os produtores devem tratar o capim, como se trata uma bezerra que o resultado vai vir. Isso tudo eu chamo de aplicação da tecnologia. Mas eles precisam ver como está sendo feito lá fora para visualizar que eles também são capazes de vencer”, aponta. Para ele, existem desafios muito maiores e que podem ser superados, por isso acredita que o Piauí pode se tornar um grande produtor de leite e laticínios. Delmar Rodrigues ressalta o engajamento e incentivo do governador Wellington Dias e toda sua gestão na luta de ver o crescimento do desenvolvimento da bacia leiteira do estado. Outro ponto de defesa além da implantação de tecnologia é a questão tributária para que não permita o leite de outros estados entrem no Piauí sem uma regularização, pois o estado deve ter uma vantagem competitiva e que essa é uma luta de defesa da AILEPI.

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