CPT - Centro de Produções Técnicas

No país, existem somente quatro raças de bubalinos: jafarabadi, mediterrâneo, carabao e murrah. Essa última possui o maior potencial para a produção de leite. Na fazenda de 25 hectares do produtor Ricardo Alves Bento, em Minas Gerais, as 70 fêmeas produzem cerca de 350 litros de leite em apenas uma ordenha. O pecuarista iniciou a criação de búfalos há 12 anos, com um investimento inicial de R$ 30 mil na compra de 20 novilhas. – É um animal que quase não dá gasto com remédio, com defensivo de parasita; nunca deu problema com casco, com peito, não há perda de bezerro. O custo dele é mais barato, então lá no final ele é mais rentável do que qualquer outro animal de leite – afirma o criador. As fêmeas vivem por mais tempo e produzem até 25 crias ao longo da vida reprodutiva. O primeiro parto ocorre aos três anos de idade. A alimentação é a pasto com silagem de milho na seca. Na estrutura, tudo é muito simples: cerca feita de arame liso, curral coberto e piso cimentado. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, tais animais, quando bem manejados, apresentam temperamento extremamente dócil, o que facilita a atividade. Um exemplar produz, em média, sete ou oito litros por dia. No Triângulo Mineiro, o preço pago pelo produto varia de R$ 1,30 a R$ 1,50; já a muçarela de búfala chega a R$ 18,00 o quilo. – Para fazer um quilo de muçarela de búfala, gasto 6 litros de leite, enquanto de uma vaca girolando, por exemplo, gasta-se em torno de 10 litros de leite por quilo. Quem produz a muçarela de vaca, vende para uma distribuidora em torno de R$ 12,00, enquanto que a muçarela de búfala é comercializada a R$ 18,00 o quilo – acrescenta Bento. O período de gestação de uma fêmea é de 310 dias, com 12 meses de intervalo entre partos. A melhor época para emprenhar o animal é no primeiro semestre do ano por causa da estacionalidade reprodutiva. Na monta natural, o macho cobre em média 30 matrizes. A inseminação artificial convencional e inseminação artificial em tempo fixo (IATF) podem ser aplicadas da mesma maneira que nos bovinos. – A técnica convencional de transferência de embriões ainda não está adequada aos búfalos. Os resultados ainda não são satisfatórios, mas nós temos resultados muito positivos com relação à fertilização in vitro, e hoje á temos bezerros nascidos com essa técnica, o que vai trazer uma grande vantagem para o melhoramento genético dessa espécie – destaca o especialista em bubalinocultura da Universidade Federal de Uberlândia, José Otávio Jacomini. No manejo sanitário não há grandes dificuldades. Os animais devem ser imunizados apenas contra brucelose e febre aftosa, que são vacinas obrigatórias. Os búfalos são resistentes aos carrapatos, mas é preciso ter atenção com os piolhos. – Não tem problema o carrapato, mas sim o piolho. Porém, entendo que é uma vantagem porque é mais fácil você fazer o controle de piolhos. Outro problema sanitário que é importante é em elação aos bezerros, que são mais sensíveis quanto às verminoses. Com 15 dias, aconselhamos iniciar com as vermifugações; não cuidar desse ponto prejudica muito o desempenho, o crescimento desses bezerros – conclui Jacomini.

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