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As três maiores companhias globais do setor de lácteos continuam sendo a suíça Nestlé e as francesas Lactalis e Danone, nesta ordem, tendo como base faturamento apurado entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, de acordo com ranking desenvolvido pelo Rabobank com as 20 principais companhias do setor em 2016.

A Fonterra, que em 2015 ocupava o quarto lugar da lista, caiu uma posição. Em seu lugar ficou a Dairy Farmers of America, que em 2015 estava na 5ª colocação. No relatório, o banco destacou que 2015 foi um ano difícil para a maioria das empresas listadas, em virtude do fortalecimento do dólar no mercado internacional e da volatilidade do câmbio, juntamente com cotações das commodities do setor pressionadas, que reduziram a receita da maior parte das empresas. “O grande destaque da lista das 20 maiores empresas de lácteos de 2016 é o encolhimento do setor como um todo. Preços em baixa das commodities do setor e oscilações de câmbio provocaram um recuo dramático nas receitas de vendas das empresas”, disse no documento o estrategista da área global de lácteos do Rabobank, Kevin Bellamy.

Em dólar, as 20 maiores empresas do setor faturaram juntas US$ 194 bilhões no ano de 2015, 13% menos que no ano anterior. Em euro, a receita aumentou 4%, indicativo do forte enfraquecimento da moeda europeia ante o dólar, segundo o relatório. O movimento de fusão e aquisição se manteve firme em 2015, em ritmo semelhante ao verificado em 2014. Foram 96 operações em 2015, ante 84 em 2014. Dentre os acordos destacados no relatório aparece a joint venture pendente entre Nestlé e R&R Ice Cream, anunciada em abril deste ano, que deve gerar receita de 2,7 bilhões de francos suíços.

O Rabobank ressaltou também a aquisição pela Lactalis de nove empresas em 2015 e outras quatro em 2016, dando continuidade à iniciativa da companhia de crescimento global por meio de aquisições. Outra operação apontada pelo banco foi a compra anunciada em julho deste ano, pela Danone, da empresa de alimentos orgânicos norte-americana WhiteWave Foods por cerca de US$ 10 bilhões. O banco destacou ainda que, com o ritmo mais lento do crescimento na China, as maiores empresas de lácteos passaram a buscar novos mercados a serem desenvolvidos.

O continente africano, apontou o relatório, definitivamente está no radar destas companhias. Em 2015, elas fecharam 14 acordos na África e mais quatro até este momento de 2016. Em 2014, foram apenas três acordos envolvendo países africanos fechados pelas empresas do ranking.

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