CPT - Centro de Produções Técnicas

Três empresas importadoras de alimentos do Norte da África participam nesta quarta-feira (02) de rodadas de negócios na Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Elas buscam, principalmente, produtos que ainda não compram do Brasil. O evento faz parte do Projeto Copa do Mundo, desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em parceria com entidades setoriais. Waleed Khoshala, diretor de Importação do Ragab Sons Group, do Egito, contou que sua empresa já é uma grande importadora de frango do Brasil, comprando de grandes companhias nacionais, como BR Foods, JBS e Minerva. “Tenho 30% de participação no mercado de frango do Egito. Sou o maior importador de frango do país”, afirmou. Nas negociações desta quarta, no entanto, ele está interessado em encontrar fornecedores de produtos lácteos, além de chocolates e biscoito. Ele também está aberto a conhecer novidades, já que o grupo possui uma grande rede atacadista e varejista, com 67 supermercados. “Procuro por manteiga sem sal, que vende muito bem no meu país, mas dependemos muito da Nova Zelândia. Quero comprar de outro país e o Brasil tem uma boa qualidade de manteiga sem sal”, comentou Khoshala. “A empresa do Egito ficou muito interessada em nossa linha para panificação, confeitaria e para indústrias lácteas, porque eles estão fazendo sua própria fabricação nos supermercados”, revelou Débora Lapa, gerente de Exportação das indústrias Alibra e Ultrapan. A Alibra é especializada em produtos lácteos em geral, atuando nos segmentos industrial, food service e varejo. Já a Ultrapan produz sucos, energéticos, isotônicos e chás. Atualmente, no mercado árabe, a Alibra já exporta substitutos lácteos para a Mauritânia. No ano passado, a Onab, da Argélia, comprou o equivalente a US$ 30 milhões em soja do Brasil. Além desta commodity, a empresa estatal argelina também tem interesse em importar milho, outros cereais e frango do Brasil. “Neste segundo semestre, queremos comprar 100 mil toneladas de milho do Brasil. Queremos desenvolver este negócio, por isso estou aqui”, disse Younes Aouine, diretor de Abastecimento. Ele ressaltou ainda que seu país quer importar frango daqui devido aos bons preços do alimento no País. Uma das companhias brasileiras que espera fechar negócio com a Onab é a trading Brasil Agri. “Nós temos o produto que ele precisa, farelo de soja e milho para consumo animal. Vamos avaliar a demanda deste e dos outros clientes e ver a possibilidade de fazer negócios”, contou a trader Mônica Queiroz. A Koutoubia Holding, do Marrocos, é a líder em seu país na venda de carne de frango, com 75% de participação neste mercado. “A ideia é importar frango do Brasil para processá-lo e enviá-lo à África, onde temos muito clientes”, ressaltou Omar Iraqi Housseyni, diretor de Compras e Abastecimento. “Temos também uma grande demanda por carne mecanicamente separada (para a preparação de embutidos de frango) e espero encontrar um exportador aqui que possa atender aos volumes que preciso, que são entre duas mil e três mil toneladas por ano”, acrescentou o diretor. Hoje, a empresa marroquina não compra do Brasil. Guilherme Esteves, gerente da trading Evia Foods, que trabalha principalmente com frango, carne bovina e peixe, avaliou positivamente as rodadas e espera fechar negócios com alguns dos compradores. Atualmente, a trading já atende aos mercados do Marrocos, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Catar. “Hoje, dos três que eu conversei, dois têm grande potencial de fazer negócios, tanto o Ragab Sons quanto a Koutoubia buscam produtos que a gente tem a oferecer, então, acho que com esses dois a gente, provavelmente, vai fazer negócios”, completou o executivo.

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