CPT - Centro de Produções Técnicas

Com menos de dois anos no mercado, a Queijo com Sotaque, de Paulo Lopes, na Grande Florianópolis, tem uma lista de espera de 115 clientes pelo Brasil. Com grande parte da fabricação artesanal e apreciados pelo público das classes A e B, os 18 tipos de queijos franceses da marca não sofreram nem de longe os impactos da retração no consumo. A realidade da empresa reflete uma tendência no mercado atual da alimentação: produtos gourmet, com alto valor agregado, conseguem passar imunes pela crise econômica. A produção de 600 quilos por mês de queijo só não é maior pela falta do selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para alimentos de origem animal. A empresária francesa Elisabeth Schober saiu de uma reunião na sede do Ministério da Agricultura em Florianópolis esta semana esperando conseguir em breve o certificado. Segundo ela, a capacidade instalada da Queijo com Sotaque é de 1,6 tonelada do produto por mês. — Temos procura de clientes de várias partes do país. Até um casal de Belém está vindo para Santa Catarina conhecer a fábrica. Nosso objetivo é fazer o melhor queijo do Brasil – diz. Na fábrica, os laticínios catarinenses, apenas com sotaque francês, como faz questão de ressaltar Elizabeth, são vendidos a R$ 64 o quilo, em média. Nas lojas, de R$ 72 a R$ 75. A empresa tem hoje 30 clientes no Estado, entre supermercado, empórios, restaurantes e chefs de cozinha. Em Pomerode, no Norte, a marca de chocolates finos Nugali deve crescer de 17% a 20% em 2015. A Páscoa para eles, inclusive, foi melhor que a do ano passado, com aumento nas vendas de 17%. — Nosso produto é de maior valor agregado, com foco nas classes A e B. E percebemos que este mercado não está sofrendo tanto. Acredito que as pessoas estão comendo menos fora, mas que não estão deixando de se dar este pequeno prazer ao comprar um bom chocolate, produto que também é acessível no preço – analisa a diretora de operações da empresa, Maitê Lang. Apesar de utilizar máquinas modernas, produzindo 10 toneladas de chocolate ao mês, a Nugali resguarda o cuidado artesanal na execução. A fábrica é uma das únicas no Brasil que produz o próprio chocolate (ao invés de comprar a massa pronta), começando pelo processamento do cacau, que vem da Bahia. Os chocolates são feitos apenas de manteiga de cacau, sem adição de outras gorduras, e essência natural de baunilha. A marca tem ainda uma linha de chocolates especiais, com elevados teores de cacau, sem glúten e sem lactose, que, segundo a diretora, têm alavancado as vendas totais da empresa nos últimos anos.

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