CPT - Centro de Produções Técnicas

No último dia 24 de junho, comemoramos o Dia Internacional do Leite. Soa até bizarro que um alimento tão presente diariamente na nossa alimentação tenha um dia próprio. Talvez sirva para refletirmos sobre a sua importância para a nossa sobrevivência e também da sua importância econômica. Desde que nascemos o leite faz parte de nossas vidas, é o nosso primeiro contato com a alimentação, quando na amamentação materna, mas na seqüência é também o leite que ingerimos até podermos processar outros alimentos.

O leite também tem sido o propulsor de muitas economias regionais, em especial ao Vale do Paraíba. Muito se lembram no Vale como o corredor de entrada e berço da cafeicultura paulistas, mas tão importante tem sido a produção de leite para a região. O Estado de São Paulo já teve uma pecuária de leite muito mais forte do que registramos hoje, e os produtores de leite do Vale por sua vez, produziram muito mais do que hoje o fazem. Entretanto, estamos numa curva ascendente de produção e voltaremos logo, logo, a assumir o papel de destaque.

Para isto, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza uma série de ações. São medidas que vão de linhas de crédito, assistência técnica ao produtor à defesa sanitária. Dentro do Feap (Fundo de expansão do Agronegócio Paulista), temos três linhas de financiamentos para o produtor com renda bruta anual de até R$ 185 mil, os juros são de 4% ao ano e o prazo de pagamento é de até cinco anos.

A linha de Qualidade do leite é para a aquisição de tanques de expansão, pré-resfriadores, resfriadores, ordenhadeiras mecânicas e melhoria das instalações com teto de financiamento de R$ 10 mil por produtor ou R$ 60 mil para o condomínio de produtores, respeitando-se o limite individual.

A qualidade também é garantida quando da aquisição de matrizes, cuja linha de crédito possui um teto de R$ 23 mil por produtor, sendo R$ 15 mil para matrizes, R$ 5 mil para tanque de expansão e R$ 3 mil para infra-estrutura. No incentivo ao cooperativismo, a secretaria oferece o financiamento com teto de até R$ 100 mil por cooperativa ou associação para a aquisição de equipamentos para a pasteurização do leite.

Para aumentar a produção e a renda do produtor, desenvolvemos o projeto de viabilidade da pecuária numa parceria da Secretaria com a Embrapa, pequenos produtores de leite tipo C já alcançaram aumentos de produção da ordem de 200%. São mais de 500 propriedades já envolvidas no projeto.

A qualidade significa sanidade. A brucelose, doença que ataca as fêmeas bovinas e bubalinas, é uma zoonose, portanto também é um perigo para a saúde humana. A campanha contra a doença lançada pela Secretaria em todo o Estado, além de material informativo, conta com o trabalho de nossos médicos veterinários em unidades da secretaria.

Segundo lei federal, todas as fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre 3 e 8 meses devem ser vacinadas. O criador tem até 7 dias após o período de vacinação para notificar a defesa agropecuária do seu município. As fêmeas imunizadas também devem ser marcadas, no lado esquerdo da cara com a letra V, seguido do último algarismo do ano em que foi vacinada.

ABSORÇÃO DA PRODUÇÃO – O projeto Vivaleite da Secretaria distribui leite in natura, enriquecido com vitaminas A e D, e ferro, a 720 mil famílias nos 645 municípios do Estado. Além de ser um dos maiores programas de suplementação alimentar do país, o Vivaleite absorve cerca de 8% da produção leiteira estadual. Os paulistas produziram cerca de 2 bilhões de litros de leite no ano passado, com crescimento de 3% em relação ao ano anterior. (Fonte: Jornal Vale Paraibano, adaptado pela Equipe Milknet)

Publicada no Portal Milknet Julho/2005

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