CPT - Centro de Produções Técnicas

Para facilitar a comercialização do leite, cerca de 20 produtores rurais de Cacoal (RO) e Ministro Andreazza (RO), municípios de Rondônia, resolveram se cooperar. Há um ano, parte do leite que antes era vendido apenas para laticínios, conhecidos como atravessadores, ganhou novo destino: a Cooperativa Agropecuária de Agricultores Familiares de Cacoal, que processa o leite e agora vende a maior parte da produção para a merenda escolar das escolas estaduais e municipais. A cooperativa funciona como uma mini usina leiteira. O leite excedente que é passado para os laticínios é comercializado a um valor aproximado de R$ 0,75, já para os órgãos públicos saem em média R$ 2,10 o litro. De acordo com o presidente da Cooperativa Nildo Pereira de Araújo, quando vendido para os laticínios, o lucro do produtor rural é de apenas R$ 0,05 por litro de leite vendido. Estando cooperado, Nildo afirma que o tratamento ao produtor rural é diferenciado. Por serem trabalhadores independentes, o produtor deve se sentir dono do laticínio e até mesmo contribuir com a negociação do preço final. “Hoje talvez nós não tenhamos uma diferença tão grande dos preços praticados pelo laticínio, porém, nós [cooperativa] pagamos R$ 0,05 acima do que o laticínio paga. Outra vantagem de estar cooperado é tentar mudar a forma de como é comercializado o leite em Rondônia de uma forma geral”, disse Nildo. Antes que o leite chegue até a mini usina, para ser preparado para a comercialização, é preciso que o produtor rural tenha cuidado durante a ordenha da vaca. O presidente da Associação dos Produtores Rurais da Linha 5, Antônio Correia da Paz, garante que a higiene é iniciada antes mesmo que o leite saia da propriedade rural. “O produtor tem que tirar o leite com qualidade, ou seja, lavar o umbro da vaca para retirar todos os resíduos que podem causar prejuízos a saúde do consumidor. E ainda dentro da propriedade rural realizar teste de qualidade do leite, se é próprio para o consumo” explicou Antônio. O coordenador do programa da agroindústria familiar em Cacoal, Jorge Murer, explica que para se montar uma agroindústria o município oferece uma equipe técnica, composta por agrônomos, técnicos agropecuários e veterinário. “Além disso, os produtores recebem capacitação continuamente das boas práticas de ordenha, com análises do leite, tanto no momento da coleta, quanto na hora do processamento. ” disse Murer. <b>Comercialização</b> Para que o leite seja comercializado no município, é preciso que as associações tenham o selo Simples Rural, que garante a qualidade do produto oferecido pela prefeitura. Segundo o Murer, o selo agrega valor de imediato ao produto. “Os produtores conseguem processar de forma coletiva os seus produtos e ainda garantem um preço nivelado, com a certeza de que após o processamento do leite haverá mercado para receber o produto”, afirma Murer. Além do leite, a ideia da agroindústria é montar uma indústria de mussarela, que será abastecida também com a produção local.

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