CPT - Centro de Produções Técnicas

Uma revisão de estudos recentes acerca do impacto dos alimentos probióticos – habitualmente vendidos e publicitados sob a forma de iogurtes e outros laticínios, biscoitos ou cápsulas – concluiu que não existe indicação de que estes tenham qualquer impacto para consumidores que sejam adultos saudáveis. Estes alimentos e suplementos, que alegam conter bactérias saudáveis que ajudam a equilibrar o ecossistema bacteriano do intestino e, assim, melhorar a saúde, não têm um impacto observável no microbioma (equilíbrio e variedade de bactérias) intestinal de adultos saudáveis que os consomem regularmente. É o que afirma uma equipa dinamarquesa que fez uma revisão de sete estudos diferentes acerca destes produtos. Oluf Pedersen, da Universidade de Copenhaga, disse ao jornal The Guardian: "Enquanto existem alguns indícios de que as intervenções com alimentos probióticos podem ajudar aqueles que têm desequilíbrios do microbioma intestinal associados a doenças, existem muito poucas provas de que [os produtos] façam efeito em indivíduos saudáveis". Pedersen acrescentou que seria necessário fazer ensaios clínicos mais aprofundados para perceber se o consumo destes produtos pode ajudar os indivíduos a evitar a doença. Os alimentos probióticos incluem aqueles que são publicitados especificamente como contendo bactérias e leveduras benéficas para a saúde, mas também outros produtos alimentícios como os iogurtes naturais ou o quefir. Os seus defensores acreditam que os micro-organismos contidos nos alimentos probióticos participam no desenvolvimento e equilíbrio da flora intestinal e estimulam as suas funções protetoras, e que, além disso, reduzem a inflamação do intestino. Os investigadores da Universidade de Copenhaga, cujo estudo foi publicado na revista científica Genome Medicine, analisaram sete estudos realizados por outros grupos de investigação acerca dos efeitos de suplementos probióticos na composição microbial das fezes de adultos saudáveis. Dos sete, apenas um mostrava alterações significativas, enquanto os outros não registavam qualquer mudança observável. Este resultado dá a entender que este tipo de suplemento não tem impacto no microbioma dos adultos, apesar de estes serem consumidos por grande parte da população. Os sete estudos analisados pelos investigadores tinham pequenas amostras – entre 21 e 81 pessoas participaram em cada estudo – o que deve ser tomado em conta ao considerar a validade dos seus resultados.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here